Cerca de 30.000 alunos (jovens e adultos), em seis províncias do país, com problemas de analfabetismo, serão incluídos no sistema de ensino neste ano lectivo, no âmbito da implementação do Projecto de Empoderamento da Rapariga e Aprendizagem para Todos (PAT II)
A cerimónia de abertura nacional da formação de primeiro nível (capacitação de quadros provinciais) destinada a formadores nacionais para a expansão do I ciclo do ensino secundário da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ocorreu, nesta Segunda-feira (23).
Numa primeira fase, o programa de expansão vai-se estender pelas províncias de Benguela, Uíge, Malanje, Cabinda, Bengo e Cuanza-Norte. Na cerimónia de abertura, estiveram presentes professores das seis províncias supracitadas, distribuídos em 12 municípios, estes que constituem o corpo de formadores que vai garantir a replicação da formação, com o objectivo de se alcançar os 30.000 alunos.
O processo de formação, segundo Evaristo Pedro, director do EJA, prevê a replicação de cerca de 2100 professores. Além da orientação metodológica, a formação vai conceituar um conjunto de outros temas durante uma semana (de Segunda a Sexta-feira), como parte do PAT II, que prevê, até Junho de 2027, beneficiar 250 mil jovens e adolescentes com formação de segunda oportunidade no âmbito da Educação de Jovens e Adultos (EJA), formar 27 mil professores e 4 mil directores de escolas, e ainda a reabilitação de sete escolas e a construção de 56 instituições de ensino. Com isto, espera-se impactar directamente mais de 1,2 milhão de alunos.
Para o arranque da formação, estão criadas as condições logísticas, no que toca a materiais, e condições técnicas, com salas organizadas por disciplinas. “Este acto formativo reveste-se de elevado simbolismo pelo facto de produzir, na prática, a afirmação política do Estado angolano, segundo o qual a educação de jovens e adultos constitui uma prioridade estratégica nacional.
O direito à educação não prescreve com a idade, logo, nenhum cidadão será deixado para trás no processo de desenvolvimento da Angola”, afirmou a secretária de Estado para o ensino secundário e de adultos, Soraya Kalunguela, em representação da ministra da Educação, Erika Aires.









