Líderes e dignitários de mais de 20 países participam, nesta Quinta-feira, na primeira reunião do Conselho de Paz promovido pelo Presidente dos Estados Unidos, para resolver conflitos mundiais, anunciou, ontem, a Casa Branca
Donald Trump “vai dar início à reunião com um discurso e presidir formalmente ao início do encontro antes de partir para o Estado da Geórgia”, disse, em conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, citada pelo site Notícias ao Minuto.
A porta-voz da presidência norte-americana indicou que em breve será divulgada a lista oficial dos participantes do evento, que vai realizar-se no Instituto da Paz de Washington, recentemente rebatizado com o nome do Chefe de Estado republicano. “Sei que são mais de 20 países.
Sei que há muito interesse”, adiantou sobre o Conselho de Paz, que deverá abordar a situação na Faixa de Gaza. Presidido de forma vitalícia por Trump, o organismo foi inicialmente apresentado como uma das peças-chave para supervisionar o plano de paz para a Faixa de Gaza, mas o tratado fundador da estrutura acabou por revelar um mandato muito mais vasto, ao propor-se a resolver conflitos armados em todo o mundo e ambicionando tornarse uma organização alternativa às Nações Unidas.
Trump lançou o Conselho de Paz no Fórum Económico Mundial de Davos, em Janeiro, e cerca de 20 países, todos aliados de Washington, assinaram a carta fundadora. Para ter um lugar permanente na organização o preço a pagar é de mil milhões de dólares (cerca de 854 mil milhões de euros), o que tem suscitado críticas de que a organização poderá tornar-se uma versão paga do Conselho de Segurança da ONU.
Dias antes da reunião inaugural, em Washington, Trump divulgou que os Estados-membros vão destinar 5 mil milhões de dólares (cerca de 4,2 mil milhões de euros) para a reconstrução da Faixa de Gaza. Entre os países representados em Washington constam Israel, Argentina, Arábia Saudita e Egipto. Apenas um país da União Europeia — Hungria — é membro oficial do Conselho.









