Os biscates (trabalho informal) são apontados como sendo a ocupação de muitas pessoas que, na ausência de um emprego formal, fazem desta área o seu melhor ganha-pão. O estudo desenvolvido pelo Centro de Investigação da Universidade Lusíadas de Angola (Cinvestec) revela a existência de um alto nível de informalidade em Angola
Apesar de, em termos qualitativos, os dados de emprego indicarem uma melhoria nas cidades, as condições de emprego no país continuam a forçar quase 90% das pessoas a trabalhar (87,5%).
Segundo o Relatório Económico do terceiro Trimestre de 2025, documento do Cinvestec que este jornal teve acesso, dos 70% que procuram trabalhar e encontram um emprego, em Angola, vivem de biscates, apenas 21% conseguem um emprego formal.No mundo rural, praticamente, não existe emprego formal e no mundo urbano este representa apenas 30% do emprego total. O emprego formal total é de apenas 20%, concluem os analistas.
Dos 83% que conseguem um emprego nesta zona do país, 95% são maioritariamente campo- neses da agricultura familiar, e no campo, menos de 4% dos que procuram trabalhar conseguem um emprego formal. Apesar de cada uma das partes possuir poucos meios de produção, estes trabalhadores informais possuem, em conjunto, um enorme património que poderia, com algumas medidas adequadas, transformar-se em capital. Para os analistas, a informalidade impede a utilização como capital de uma parte importante de riqueza dos países, materializada no património dos negócios informais.
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