O Executivo tem trabalhado para reduzir a dependência de importações e aumentar a produção, com metas ambiciosas para até 2027 alcançar os 30%. Entretanto, Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola diz que esta meta pode não ser alcançada em virtude das dificuldades que os produtores enfrentam
O presidente da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA), Carlos Damião, aponta que os custos de produção na região são enormes. Falta de água e escassez de energia eléctrica são alguns factores descritos pelos associados.
A electricidade, por exemplo, leva os criadores a fazerem gastos avultados com combustíveis nos geradores. O Plano Nacional de Fomento e de Desenvolvimento da Pecuária perspectiva o aumento da produção de carne, sendo que a bovina passará de 62,1 mil toneladas para 109,4 mil toneladas até 2027. Entretanto, de acordo com a visão de Carlos Damião, em declarações ao OPAÍS, esta meta pode ficar comprometida.
Os criadores do sul, onde está actualmente 80% do efectivo bovino do país, acrescentam que, diante da actual realidade, Angola ainda continuará a importar quantidades significativas de carne nos próximos anos. De acordo com Carlos Damião, actualmente, a Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA) controla 70 associados e cerca de 200 mil animais de raças melhoradas: Bonsmara, Brhaman, zebu, giroland. Mas há outros tipos de gados na região dos Gambos, por exemplo, que não são controlados pela cooperativa.









