O desfile dos grupos carnavalescos da classe A marcou o encerramento da 48.ª edição do evento, em Luanda, numa edição em que 43 grupos marcaram presença no Entrudo. Danças vibrantes, disputas renhidas e cores vivas fizeram do desfile uma verdadeira festa cultural na qual o púbico cantou e vibrou desde o primeiro ao último grupo a desfilar
O relógio marcava 17h 32 minutos quando o grupo União Etu Mudietu fez a honra de abrir o desfile daquele que foi o dia central do Carnaval de Luanda, que decorreu na Marginal da Praia do Bispo. Com cores vibrantes, onde o vermelho, o azul, o branco e o dourado dominavam o uniforme dos bailarinos, o grupo do município do Sambizanga abriu o desfile com o ritmo do semba com a canção intitulada “Semba yetu”, escrita por Zezinho Noy e interpretada por Neide e Raquel.
Conscientes da grande respon- sabilidade que é abrir o desfile central do Entrudo, o grupo não deixou os seus créditos em mãos alheias e actuou com ousadia e euforia. Comandados por Arnal- do Félix, o grupo rendeu uma sin- gela homenagem ao rei da músi- ca angolana, Elias Dyakimuezu e outras grandes figuras da música popular angolana.
Nomes e rostos de artistas como Bonga, Dina Santos, Carlos Buriti, e outros “gigantes” da música, estiveram em destaque na alegoria do grupo que cantou e dançou ao compasso do semba. Vinte e cinco minutos foi a vez do União Jovens da Cacimba, que destacaram em seu desfile o contributo do sector mineiro no desenvolvimento da economia nacional. Ao ritmo do semba, o grupo proveniente da Maianga optou por destacar o papel das empresas e dos profissionais deste sector, bem como as políticas levadas a cabo pelo executivo na gestão e valorização daquele importante sector, que é o segundo maior arrecadador de receitas para os cofres do Estado, depois do sector petrolífero.









