A União Africana concluiu, no Domingo, na sua sede, em Adis Abeba, a 39.ª Sessão Ordinária da Assembleia, após dois dias de deliberações entre chefes de Estado e de Governo. A cimeira marcou a transição da presidência rotativa do bloco, com o reconhecimento do mandato cessante do Presidente angolano João Lourenço, que liderou a organização em 2025, e a formalização da posse do Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, como novo Presidente da UA para 2026
A sessão foi antecedida por um jantar de Estado oferecido pelo primeiro-Ministro etíope, Abiy Ahmed, e contou, na abertura, com intervenções do presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, do secretário- geral das Nações Unidas, António Guterres, além de representantes da Liga dos Estados Árabes, do Estado da Palestina e da chefe do Governo italiano, Giorgia Meloni.
No plano estratégico, os líderes lançaram o tema da UA para 2026: “Garantir a disponibilidade sustentável de água e sistemas de saneamento seguros para alcançar os objectivos da Agenda 2063”, e reforçaram a importância da Agenda 2063 como quadro orientador do desenvolvimento africano.
Paz e segurança no centro das preocupações
A Assembleia analisou o relatório do Conselho de Paz e Segurança e manifestou-se preocupada com a insistência de conflitos armados, terrorismo, extremismo violento e mudanças inconstitucionais de governo em vários países do continente. Os chefes de Estado reite- raram a política de tolerância zero aos golpes de Estado e reafirmaram o compromisso de “silenciar as armas” em África. Foi ainda adoptado um Memorando de Entendimento entre a UA, as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais para operacionalizar a Força Africana de Alerta, reforçando a coordenação e a prontidão nas respostas a crises.









