A descoberta do novo poço de petróleo Algaita-01, com estimativa de 500 milhões de barris, vai contribuir para o aumento da produção de petróleo em Angola, impulsionando a economia e a criação de postos de trabalho, mas os resultados só começam a ser sentidos a médio prazo, alertam especialistas
Segundo o economista e investigador Agostinho Mateus, reagindo ao OPAÍS à “ boa notícia” para o sector petrolífero angolano, no curto prazo (2026 – 2027), o impacto será quase nulo nas exportações. Poderá haver efeito positivo nas expectativas do mercado e no sentimento dos investidores, reforçar um pouco a sustentabilidade das receitas futuras.
“No médio prazo (a partir de 2028) poderá ajudar a estabilizar ou compensar o declínio natural de campos maduros; contudo, aponta-se mais para a manutenção da produção do que um salto estrutural. Para o número avançado é relevante, mas isso não se traduz automaticamente em exportações adicionais no curto prazo”, considera o economista.
Segundo Agostinho Mateus, uma descoberta passa por várias fases, como avaliação, confirmação extensão e continuidade do reservatório, estudo de viabilidade técnica e económica, decisão final de investimento, desenvolvimento do campo, entrada em produção, salientando que, mesmo em cenário optimista, pode levar 2 a 5 anos, dependendo da estratégia. De acordo com o economista, esse volume de 500 milhões é apenas uma estimativa, não produção anual.
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