Encerra, hoje, a 39.ª sessão ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), que decorre na sede da organização continental, na Etiópia.
O evento, aberto ontem, ficou marcado com a passagem da presidência da União Africana de Angola para o Burundi. Durante o certame, o Presidente João Lourenço defendeu que qualquer esforço tendente “à construção da África que queremos só será possível se conseguirmos realizar o sonho de silenciar as armas no continente”.
O estadista angolano disse ser na base deste objectivo que Angola empreendeu, durante a condução dos destinos da União Africana, esforço colectivo para encontrar soluções rápidas, sólidas e eficazes para pôr fim aos prolongados conflitos que disse desafiarem a estabilidade do continente.
“Na condição de Presidente em exercício da União Africana e na de Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África, continuamos a desenvolver acções no sentido de contribuir para a solução dos intrincados conflitos que assolam o Sudão e a RDC”, precisou.
Sobre a matéria de conflitos em África, João Lourenço aproveitou a ocasião para manifestar preocupação face à intensificação dos confrontos entre as Forças Armadas do Sudão e as Forças de Apoio Rápido.
Disse que este conflito está a mergulhar aquele país numa profunda crise humanitária sem precedentes, com milhares de mortos, deslocações massivas de população e infra-estruturas essenciais destruídas.
Em função deste quadro, apelou ao mundo a olhar aquele problema, no sentido de se resolver rapidamente e proteger, desta forma, a população civil.









