A reabilitação de estradas em alguns pontos da cidade capital tem dado origem ao comércio desordenado junto destas, protagonizado por vendedoras, que fazem dos passeios pontos de venda, substituindo os mercados formais. Numa ronda efectuada por este jornal, foi possível constatar a situação e, inquiridas as comerciantes, estas mencionaram a ausência de mercados (nalguns casos) e a baixa clientela nestes estabelecimentos
A ronda teve início no município do Kilamba-Kiaxi, concretamente no bairro Simão Kimbango, uma zona em que o jornalista, atento, fita o tapete asfáltico ali implementado há sensivelmente três meses (e que liga aquela zona ao município de Viana).
A mobilidade, no entanto, é visivelmente agitada, com os inúmeros estabelecimentos comerciais abertos, os veículos e as pessoas a darem vida a todo o cenário, num movimento de ida e volta. Neste cenário, encontrava-se Ana Albano, vendedora de abacates, que aparenta 40 e tantos anos, algo que se veio a confirmar quando questionada pelo jornalista, instantes depois.
A mão direita levada à bochecha revelava estar divagar no vácuo dos pensamentos, provavelmente pelo facto de só ter conseguido 1.000 kwanzas até às 11 horas da manhã daquele dia, uma acção que foi interrom- pida pelo jornalista, tão logo efectuou a saudação e se apresentou. “Neste mês de Janeiro (quando tinha sido entrevistada), as vendas não estão a ir tão bem em relação ao mês passado, porque, tendo recebido o salário em Dezembro, as pessoas ficam meio que na dificuldade de efectuar compras”, começou por lamentar.
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