Quando deixou o quadro da Importrang, empresa do Ministério do Comércio Externo, para ingressar no departamento da União Africana e Instituições Especializadas da Direcção África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores, há mais de três décadas, Téte António dificilmente imaginaria a dimensão da missão que o aguardava. O percurso que então se iniciava viria a colocá-lo no centro da diplomacia continental
O seu trajecto começou, simbolicamente, em Addis Abeba, Etiópia, onde serviu entre 1993 e 1997 na Embaixada de Angola e Missão Permanente junto da União Africana. Ali teve início uma relação duradoura com a maior organização política do continente africano, construída longe dos holofotes, mas marcada por crescente responsabilidade.
Concluída a missão, passou três anos como Observador Político da União Africana junto da Missão das Nações Unidas para a Organização de um Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO), em El Aiún. Regressado a Luanda, desempenhou funções como director de Gabinete do Vice- Ministro das Relações Exteriores e como perito principal durante a Presidência angolana da Comissão de Consolidação da Paz da ONU.
Com a consolidação da paz em Angola, foi destacado para Nova Iorque, integrando a Delegação angolana no Conselho de Segurança das Nações Unidas e exercendo o cargo de ministro conselheiro na Missão Permanente junto da ONU. O domínio das questões africanas levou a União Africana a solicitar os seus préstimos para representar também a organização junto das Nações Unidas, com anuência do então Presidente da República.
Leia mais em









