O ministro da Construção, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, esclareceu, na Quarta-feira, 11, em Benguela, logo após um encontro com os administradores municipais da província, a razão de serem sempre empresas estrangeiras a fiscalizar grandes empreitadas em Angola, justificando que, em muitos casos, tal decorre do facto de as empreitadas estarem sob financiamentos externos
A justificação surge na sequência de uma série de reclamações de empresas especializadas em fiscalização que, de um tempo para cá, vêm aventando a hipótese de possível falência. O ministro da Construção, Urbanismo e Habitação deixa claro que a prioridade do Executivo, em termos de intervenção de obras, recai para os nacionais, tanto na parte das empreitadas, elaboração de estudos quanto na de fiscalização.
Entretanto, admite que, ultimamente, o Governo tem encontra- do, de resto, dificuldade por estar a trabalhar com financiamentos externos, que, em muitos casos, algumas empresas nacionais são como que “inelegíveis”. “São as empresas dos países que finan- ciam que devem fazer parte, que é o caso de algumas obras que temos aqui”, vincou Carlos Alberto dos Santos, realçando que, para esses casos, como forma de salvaguardar o interesse de empresas nacionais, o seu ministério tem sugerido que se agregue uma determinada percentagem às empresas nacionais (locais) para poderem entrar.
Carlos Santos admite a criação, isso para a componente fiscalizadora, de espaços para todos, porém considera imperioso que as empresas se munam de mais condições, sobretudo do ponto de vista técnico. “De acordo com a complexidade de certas obras, é necessário que a empresa de fiscalização esteja dotada de condições técnicas para fiscalizar”, adverte o governante.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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