De acordo com o supervisor do Centro de Hemodiálise do Hospital Geral de Benguela (HGB), a unidade não regista, neste momento, um pico de casos de malária, o que tem contribuído para a estabilidade no número de doentes com lesões renais
O responsável explicou que, nos períodos de maior incidência da doença, muitos pacientes desenvolvem malária complicada por disfunção renal, elevando o número de atendimentos no serviço. Conforme Eugénio dos Santos, supervisor do Centro de Hemodiálise do HGB, actualmente, o centro acompanha cerca de 230 pacientes em hemodiálise e 18 em tratamento conservador, que consiste no controlo rigoroso da dieta e uso de medicação específica.
“O Serviço de Nefrologia do Hospital Geral de Benguela (HGB) atende, em média, entre três e quatro pacientes por semana provenientes do Banco de Urgência da instituição. Após avaliação clínica, alguns doentes recebem alta por recuperação da função renal, não sendo necessário o início da hemodiálise”. O centro regista, em média, dois a três pacientes por mês que recuperam a função renal.
O tratamento é totalmente gratuito, sendo custeado pelo Estado, incluindo a medicação. Eugénio dos Santos esclareceu que nem todos os pacientes com lesão renal aguda ou com doença renal crónica necessitam de hemodiálise, pois existem três modalidades de tratamento, o conservador, a hemodiálise e o transplante renal, que ainda não é realizado no país, afirmou.








