O proprietário do complexo integrado avícola e abate, Ari Jerónimo, admitiu que o diferendo que o opunha ao BCI, na sequência de um crédito, ficou ultrapassado, afirmando que este último quis o tomar o empreendimento como forma de o obrigar a pagar os 3 milhões e 200 mil dólares de dívida. Entretanto, o empresário obriga-se a fornecer a parte considerável da produção à Carrinho, proprietária do BCI. Assim, no Sábado, 07, o ministro da Agricultura, Isaac dos Anjos, dispôs de condições para inaugurar o empreendimento económico
Doravante, durante um longo período de tempo, a Carrinho, proprietária do banco, passa a absorver parte considerável da produção do complexo, sendo esta a fórmula encontrada para se ultrapassar o diferendo que opunha os dois lados, admitiu o proprietário, o médico veterinário Ari Jerónimo, ao salientar que, inicialmente, o BCI tinha manifestado o interesse de ficar com o imóvel, chegando, inclusive, a socorrer-se do expediente da penhora face à dívida bancária que o empresário contraiu.
“O banco queria tomar isso. Mas, pronto, andamos em negociação. Estamos a fornecer ao grupo deles, a Carrinho. Ainda agora fornecemos cerca de 14 toneladas de carne”, revelou. Segundo informações obtidas por este jornal, o empreendimento está avaliado em 14 biliões de kwanzas e os 3 mil milhões de kwanzas, que se deve ao banco, ficavam muito aquém, daí a parte proprietária ter feito de tudo para salvar um projecto que até é de família.
Informações colhidas sugerem que o cumprimento se deu devido a encargos de perto de 300 milhões de kwanzas relativos a pagamentos de emolumentos e taxas, com destaque para os de desalfandegamento de contentores de equipamentos para a fábrica.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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