Meio-dia, o calendário assinalava sete de Fevereiro do ano 2025. José Filipe Cacoco Diliqui e David Sandambongo Lundemba, amigos e colegas de carteira, ambos com 25 anos, seminaristas da província da Huíla, despediram-se da irmã, Carla Diliqui, com o intuito de irem visitar alguns amigos. Mas, o que se esperava ser um passeio de rotina terminou num pesadelo que nunca saiu da memória da família Diliqui, um ano depois
No bairro Calumbiro, arredores da cidade do Lubango, capital da província da Huíla, o sol raiava anunciando um novo dia, era sábado, 8 de Fevereiro de 2025, quando um vizinho da família Diliqui anunciou igualmente uma tragédia, por ter visto um cadáver a escassos metros da residência em que vivia.
O cadáver visto pelo vizinho era de José Filipe Cacoco Diliqui, irmão de Francisco Diliqui e de Carla Diliqui, proprietária da casa onde os dois seminaristas se encontravam de férias lectivas. Pouco depois, a pouquíssimos metros do local em que foi encontrado o primeiro cadáver, estava igualmente um outro, o de David Sandambongo Lundemba, morto de forma cruel e com sinais de esfaqueamento.
Os dois cadáveres foram identificados pelos irmãos Carla e Francisco Diliqui, quando eram sensivelmente cinco horas da manhã de 8 de Fevereiro do ano passado. Apavorados pelo triste episódio, não sabiam o que fazer, até comunicar à Polícia, que só tomou conhecimento do infortúnio horas depois por intermédio da vizinhança.
POR: João Katombela, na Huíla









