A Rádio Morena Comercial (RMC) está, neste momento, a viver uma crise sem precedentes que tem deixado trabalhadores bastante apreensivos, face à ameaça a que estão votados os postos de trabalho. Direcção confirma quadro de dificuldades, admitindo ter dívidas para com a segurança social de 14 milhões de kwanzas.O que tem assegurado a rádio são os espaços de antena cedidos a igrejas mediante contrapartida financeira, “que também não são lá grande coisa”, sublinha o director-geral, José Lopes de Almeida Júnior
A emissora radiofónica sobrevive graças a receitas que tem arrecado na cedência de espaços de antenas a igrejas de cariz evangélico e pentecostal, mediante contrapartida financeira na base de contratos firmados. Trabalhadores com quem este jornal contactou admitem que, de um tempo para cá, o quadro se tem vindo a agravar consideravelmente e a direcção está como que de mãos atadas, pois o mercado de publicidade também não tem ajudado.
Quando questionado por este jornal, o director-geral, jornalista José Lopes de Almeida Júnior, que confirmou dificuldades decorrentes da falta de recursos financeiros, assegurou como principal desafio da equipa por si liderada a necessida- de de equilibrar os salários e pagamentos de dívidas à Segurança Social, que andarão por aí à volta dos 14 milhões de kwanzas.
A direcção da rádio admitiu esforços tendentes à inversão de um quadro que, até bem pouco tempo, era caracterizado por atrasos salariais de meses, sendo que, neste momento, tem apenas por pagar o mês de Janeiro e o décimo terceiro mês, este último referente ao ano passado (2025). Em rigor, conforme informações apuradas por este jornal, a rádio precisaria de, pelo menos, mensalmente, pouco mais de 4 milhões, que lhe permitiria co- brir despesas relativas aos salários, impostos e prestações regulares à Segurança Social, cuja dívida para com esta tem vindo a ser amortizada.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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