Sociólogo, historiadores e uma das sobreviventes do 4 de Fevereiro de 1961 alertam, cada um à sua maneira, que se não houver uma verdadeira transição geracional da memória histórica, Angola corre o risco de formar uma geração desligada dos seus fundamentos simbólicos
Os acontecimentos ocorridos antes, durante e nos dias subsequentes ao 4 de Fevereiro, data que marca o início da Luta Armada de Libertação Nacional, ainda ecoam sobre a mente de quem deles participou ou testemunhou. Nos dias actuais, em que as condições de vida de muitos que deram o melhor de si em prol da luta de libertação não são as mais desejadas, surge um misto de sentimentos, entre o sentido de dever cumprido e de “injustiça social”.
Acrescido a isso, está o receio de serem esquecidos por se encontrarem num país onde os níveis de leitura são demasiado baixos e em que poucos são os académicos nacionais que se dedicam ao estudo dos factos históricos que possibilitaram o seu nascimento, na madrugada do dia 11 de Novembro de 1975, na voz do Presidente Agostinho Neto.
Por essa razão, o sociólogo Nkanga Gomes defende que a celebração do 4 de Fevereiro deve ultrapassar o carácter meramente simbólico e assumir-se como um processo contínuo de reconhecimento social, histórico e pedagógico dos seus protagonistas.
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