O4 de Fevereiro de 1961 continua vivo na memória dos angolanos. Nesse dia, nacionalistas angolanos, por conta de vários factores, bateram-se contra o regime colonial português em Luanda. Acto com repercussão mundial à época. Assim sendo, os filhos de Angola, vestidos de preto, com catanas na mão, atacaram instituições da administração colonial portuguesa.
A Cadeia de São Paulo, a Casa de Reclusão Militar e os CTTT sentiram a fúria de cidadãos que clamavam por liberdade. Como é evidente, esse processo abriu as portas para a conquista da Independência Nacional, momento assinalado perante a África e o mundo pelo Presidente Agostinho Neto, em Luanda, no dia 11 de Novembro de 1975. Para além do 4 de Fevereiro de 1961, antes se deu o Massacre da Baixa de Cassanje, em Malanje, assim como o 15 de Março, na província do Uíge.
Esses acontecimentos colocaram Angola na berlinda. Dentro e fora do continente africano. Volvidos sessenta e cinco anos, os heróis da luta armada de libertação nacional, que com catanas deram o grito mais sonante de liberdade, mantêm-se especiais hoje, amanhã e sempre.
É um momento de reflexão. Angola, enquanto Estado soberano, está acima de tudo e todos. Com actos clandestinos, desbravaram o caminho para a busca de uma conquista em solo próprio. A Independência! Custou o sangue e a vida de muitos filhos desse país. É neste sentido que os pioneiros desse processo devem ser sempre lembrados com a mesma bravura. Portanto, honra aos heróis do 4 de Fevereiro de 1961!









