O novo modelo de marcação de exames de condução da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária (DTSER) está a ser apontado como um entrave pelas escolas de condução, que se vêem próximas de decretar falência, uma vez que não conseguem atender aos estudantes.Dizem não conseguir marcar os exames e os instruendos sentem- se enganados. A DTSER reconhece que o sistema foi alterado, para melhor, mas desmente que as escolas estejam com entraves na marcação de exames
Tudo ia bem, funcionava na normalidade e com celeridade, e a relação entre as escolas de condução, os instruendos e a DTSER estava cada vez mais sólida, segundo os denunciantes. Aqui fora, o que não se tinha noção é que esta relação, com milhões de kwanzas envolvidos, chegaria ao fim, sem prévio aviso aos envolvidos, com o surgimento de um novo site da DTSER.
As escolas de condução ficaram inabilitadas, de mãos atadas, sem saber o que fazer por praticamente cinco meses. “Já não há marcações de exames desde que a Bullray fechou”, disse um dos respon- sáveis de uma escola de condução, que preferiu o anonimato com medo de represálias.
A Bullray, que teremos mais detalhes lá para baixo, era a empresa que geria o sistema informático da DTSER, que as escolas de condução dizem ser melhor, e que hoje foi substituído por um outro sistema. No sistema anterior, as escolas de condução pagavam anual ou semestralmente as senhas que lhes permitiam o acesso, cadastravam os alunos (com os equipamentos vendidos pela Bullray, com custo de mais de dois milhões de kz) a partir das escolas, marcavam os exames, e no final a DTSER emitia as cartas para os aprovados, sem muita burocracia, sem demorar, nem margens de corrupção.
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