A lepra é uma doença infectocontagiosa, silenciosa e curável, mas que continua a ser diagnosticada tardiamente em Angola, sobretudo devido à falta de informação junto das comunidades, sendo que, em 2025, o Dispensário Anti-Tuberculose e Lepra notificou 112 casos. Segundo a directora da unidade, Janeth Adão, os sinais da doença podem surgir entre dois e até 20 anos após a infecção, dependendo da imunidade, do estilo de vida e dos cuidados da pessoa infectada
Janeth Adão, directora do Dispensário Anti-Tuberculose e Lepra, reconhece que uma das maiores fragilidades no combate à lepra é a falha na comunicação e na disseminação de informação, pois grande parte da população desconhece os sinais iniciais da doença, as formas de transmissão e a importância do tratamento precoce.
“O longo período de incubação da lepra contribui significativamente para o diagnóstico tardio. Muitas pessoas convivem com a doença durante anos sem saber, mantencontacto próximo com familiares e membros da comunidade”, disse Janeth Adão ao jornal OPAÍS, na semana das Doenças Tropicais Negligenciadas e Lepra.
Um outro problema, segundo Janeth Adão, é que muitos doentes recorrem primeiro a tratamentos caseiros ou empíricos, perdendo tempo precioso enquanto a doença evolui para formas mais graves e multibacilares, o que aumenta o estigma social e a discriminação no seio familiar e profissional.
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