O Presidente em exercício da União Africana (UA), João Lourenço, convidou à uma reflexão sobre os desafios de paz e segurança que infelizmente persistem em África, considerando que o exercício de introspecção profunda pode trazer à memória alguns dos eminentes percursores da liberdade e da independência no continente berço.
Ao dirigir a mensagem a todo povo africano, na tarde desta sexta-feira, em Luanda, por ocasião do Dia da Paz e Reconciliação em África, celebrado anualmente a 31 de Janeiro, João Lourenço realçou a necessidade de se seguir o exemplo de líderes, como é o caso do Nelson Mandela, que tinham a ideia que a “reconciliação nacional não é uma forma de varrer a dor para debaixo do tapete, mas um esforço tangível para reparar as injustiças históricas”.
Lembrou, igualmente, o ditado de Kwame Nkrumah, quando disse que “divididos somos fracos, unidos, a África pode tornar-se uma das maiores forças para o bem do mundo”.
O Estadista angolano sublinhou que as lições deixadas por essas figuras incontornáveis devem ser sempre retidas, considerando que a paz e a reconciliação são, ao mesmo tempo, um dever moral e uma necessidade estratégica que não se conseguirá alcançar enquanto haver o “cantar” das armas na região.
Referiu que os desafios que vão desde os golpes de Estado, terrorismo, extremismo violento até aos conflitos armados e às tensões comunitárias colocam em causa e condicionam seriamente os propósitos de se construir o progresso, o desenvolvimento e o bem-estar de todos os africanos.
“Perante estas provações, destaco nesta data a urgência de não abdicarmos nunca dos nossos propósitos de continuarmos firmes e mobilizados para transformar as vulnerabilidades em força, as divisões em unidade e as ameaças em oportunidades”, apelou.
Na mensagem, o líder da UA salientou que, apesar dos mecanismos necessários que o bloco dispõe para dar respostas adequadas e robustas às situações de crises que assolam o continente, é essencial que todos convergem os esforços e as atenções para a resolução de alguns aspectos considerados fundamentais.
“Temos todos que convergir os nossos esforços e as nossas atenções para um mesmo ponto, em que, unidos e coesos, trabalhemos no sentido de garantir a operacionalidade e a eficácia dos referidos mecanismos, sempre que se tornar necessário fazermos funcionar, parta assegurar a estabilidade, a paz e a segurança”, exigiu.
O Presidente exortou, igualmente, aos políticos, governantes e às sociedades africanas, que se escute as vozes das mulheres e dos jovens sobre a sua visão a respeito dos conflitos e sobre o seu papel na busca de soluções para esses problemas.
O Dia da Paz e da Reconciliação em África foi lançado pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, marcando o compromisso de Angola como Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação, destacando a necessidade de acções voltadas à criação do espírito de confiança e unidade na diversidade para a prevenção e resolução de conflitos.









