A peça teatral intitulada “Óbito, proibido chorar” do grupo Horizonte Njinga Mbande vai ser exibida pela primeira vez na sala do Zap Cinemas no dia 31, em sessão única. O drama narra o cenário insólito de um infortúnio onde tudo é permitido, menos aquilo que se considera o mais comum e normal nesta circunstância, o acto de chorar
Escrita e dirigida por Adelino Caracol, a peça “Óbito, Proibido chorar” dramatiza os cenários de um velório onde acontece de tudo um pouco. Com acções e reações fora do comum, o infortúnio é marcado pela proibição inédita e “inaceitável” de chorar.
De gênero comédia dramática, a peça traz ao palco do Zap Cinemas a história de duas famílias de camadas sociais diferentes que se encontram em um funeral, onde a dor e a elegância se chocam.
Enquanto de um lado a família da viúva chora a perda do seu esposo, do outro a família do malogrado impõe um luto silencioso e elegante, gerando situações hilárias e reflexões sobre as diferenças sociais e associadas ao cinismo e à “finúria” exagerada.
Entre choros, desabafos, risos de cinismo e indiferença, o drama é marcado também pela disputa dos bens deixados pelo malogrado envolvendo as duas famílias, cada uma querendo ficar com os pertences de mais valor e deixar os de menos valor à outra.
Com a duração de uma hora e 56 minutos, o drama vai ser protagonizado por cerca de dez actores que vão protagonizar os mais insólitos cenários de um velório que se transforma num campo de disputa familiar, gerando intrigas, discórdias e sentimentos controversos.
O elenco da peça conta com nomes de experientes actores como David Enoque, Adelino Caracol, José Galiano, Aldemiro Benjamim, e outros integrantes de destaque do grupo.









