A Biblioteca Contr’Ignorância vai ser o palco da realização da quarta edição formativa do projecto artístico intitulado “Oficinas às Quartas”. Desta vez, o destaque recai sobre o tema “Jornalismo Cultural”, a ser realizado hoje, 28, com o objectivo de promover um espaço de aprendizagem, reflexão acerca da escrita cultural e do exercício crítico sobre a produção artística nacional
Para a quarta edição, a organização convidou o jornalista e escritor angolano Israel Campos como formador, para transmitir aos formandos noções básicas a ter em conta na elaboração de uma matéria cultural, uma vez que se destaca na elaboração de textos jornalísticos e literários.
Durante a oficina, os formandos vão ter oportunidades de apreender noções básicas relacionadas ao jornalismo aplicado às artes e à cultura, com a finalidade de fortalecer o diálogo e a troca de experiências entre os participantes.
Segundo Dilson Maria, coordenador do projecto “Oficinas às Quartas”, para além do fortalecimento crítico, o objectivo central da actividade é promover a formação contínua, incentivar a escrita crítica, bem como ampliar o olhar dos participantes sobre o universo cultural e os modos de o comunicar.
“Nesta edição pretende-se criar um espaço acessível de aprendizagem, onde estudantes, principiantes, agentes culturais e demais interessados possam adquirir ferramentas essenciais para escrever sobre cultura de forma estruturada, contextualizada e consciente.
A participação não exige experiência prévia e está aberta a todos que desejem aprofundar conhecimentos na área”, reforçou o responsável. O responsável informou que, para a primeira edição do ano, a instituição vai acolher um total de 15 participantes, que realizaram a inscrição de forma gratuita ao longo da última semana.
Segundo explicou, trata-se maioritariamente de jovens e adultos que demonstraram interesse em integrar a formação e aprofundar conhecimentos na área do jornalismo cultural. Dilson Maria reforçou que o número de inscritos confirma a receptividade do público e revela uma crescente procura por actividades formativas que estimulem a escrita, e o debate sobre cultura.
“Só um detalhe: para a oficina com o Israel as inscrições já foram encerradas porque atingimos o número limite, pois se tratava de 15 vagas disponíveis”, explicou, acrescentando que esta adesão mostra que há um público atento, e disposto a investir na construção de um olhar mais comprometido com a produção da cultura nacional.
Todavia, apesar de outros projectos de formação cultural estarem a ganhar expressão no país, o responsável esclareceu que as “Oficinas às Quartas” não têm como propósito a sua expansão para outras províncias nem a sua transferência para outros espaços culturais.
A iniciativa, segundo a organização, vai se manter fiel ao seu formato e ao seu local de origem, de forma a respeitar os princípios que norteiam o projecto, bem como a sua continuidade com regularidade.









