Por conta de interesses prioritários de alguns países, o unilateralismo, política externa adoptada para tomar decisões isoladas, coloca em segundo plano a cooperação com outros parceiros no mundo. Assim sendo, esta oposição ao multilateralismo tem preocupado muitos governos.
A defesa de acções conjuntas garante soluções concretas para os problemas globais em vários domínios. Nesta ordem, a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) não pode estar sob ameaça. Muito menos o Direito Internacional Público! Oitenta anos depois, a manutenção da paz, um bem inalienável, deve ser respeitada.
Diante do actual cenário, Angola, enquanto Estado soberano, defende o sistema multilateral. É a ponte mais eficaz para enfrentar os desafios que assolam o mundo nos últimos tempos.
Na sede da ONU, em Nova Iorque, EUA, o representante permanente, Francisco José da Cruz, enfatizou que a Carta do organismo criado em 1945 e outros instrumentos jurídicos são alicerces para a resolução de disputas pacíficas.
E para a construção de um mundo mais justo e inclusivo, uma reforma abrangente no Conselho de Segurança da ONU impõe-se. Vai tornar o processo mais democrático e equitativo, além de que responderá os desafios dos dias que correm.









