O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, manifestou-se preocupado diante da actual conjuntura da Organização das Nações Unidas que, segundo o qual, tem agido de forma unilateral resultante da crescente priorização dos interesses de alguns países em detrimento dos restantes.
O diplomata angolano expressou tal preocupação durante o debate aberto do Conselho de Segurança da ONU, que decorreu ontem, em Nova Iorque, subordinado ao tema “Reafirmando o Estado de Direito Internacional- Caminhos para Revigorar a Paz, a Justiça e o Multilateralismo”.
Para o embaixador Francisco José da Cruz, diante do actual cenário global, o sistema multilateral continua a ser importante para que estes desafios multifacetados e complexos sejam enfrentados, através de acções colectivas inclusivas e concertadas.
De acordo com uma nota de imprensa enviada ao OPAÍS, o embaixador refere que, as acções que a organização tem demonstrado, desafiam a Carta da União das Nações Unidas e o direito internacional, bem como ameaçam a estabilidade e a eficácia da governação global.
Lembrou que, há oitenta anos de fundação, as Nações Unidas têm desempenhado um papel central na manutenção da paz e da segurança internacionais, na promoção dos direitos humanos fundamentais e na defesa do respeito pelo direito internacional, daí que considerou a necessidade de serem tomadas decisões para promover o multilateralismo.
Sublinhou que a Carta da ONU e o direito internacional são os alicerces de um sistema internacional moderno ao qual todos os Estados devem aderir para defender o multilateralismo, resolver disputas de forma pacífica e trabalhar em conjunto para reformar e melhorar a governação global.
O ministro das Relações Exteriores, Téte António, concedeu, na manhã desta terça-feira, uma audiência à embaixadora e encarregada de Negócios...
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