Os países emergentes vêm ganhando centralidade como forças capazes de oferecer estabilidade ao sistema internacional e impulsionar uma nova arquitetura de governança global.
Segundo editorial do Brasil 247, esse movimento ficou ainda mais evidente após a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial de Davos, onde suas declarações reacenderam tensões geopolíticas ao rejeitar o multilateralismo e defender uma política externa ancorada no unilateralismo norte-americano.
Durante o encontro, Trump anunciou duas iniciativas que ilustram essa orientação: a criação de um “conselho de paz” sob sua liderança, apresentado como lternativa à ONU, e um “acordo quadro” com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) envolvendo a Groenlândia e o Ártico.
Ambas as propostas reforçam uma estratégia externa baseada na pressão econômica, na renúncia a compromissos coletivos e na tentativa de subordinar instituições internacionais aos interesses exclusivos dos Estados Unidos.
O diálogo entre os dois líderes expressou a visão do Sul Global de que a atual instabilidade decorre da substituição de regras colectivas por decisões unilaterais. Para a mídia, ao defenderem desenvolvimento compartilhado, soberania nacional e resolução pacífica de controvérsias, Brasil e China reforçaram o papel crescente dos países emergentes na construção de uma ordem multipolar — movimento que também se reflete nas conversas recentes de Lula com líderes da Índia e da Rússia, consolidando o Brasil como articulador de consensos e defensor de uma nova governança internacional.









