Cristina Amaro Leitão, cidadã nacional, de 35 anos de idade, foi detida recentemente pelo Serviço de Investigação Criminal, no bairro Cassenda, em Luanda, por factos constitutivos do crime de rapto de uma menor de 9 meses das mãos da sua mãe, na província de Oshikango, na República da Namíbia.
Os factos, de acordo com o porta-voz do SIC, superintendente-chefe de investigação Manuel Halaiwa, ocorreram no dia 15 de Outubro de 2025, numa acção que alegadamente terá sido premeditada pela suposta raptora.
Segundo o responsável, a acusada terá simulado prestar ajuda à mãe da criança, que na época funcionava como sua empregada doméstica quando ela vivia na cidade de Ondjiva, no Cunene. A suspeita terá dito à progenitora da menor que a criança supostamente padecia de anemia falciforme, por ser filha de pai asiático, usando a doença de pretexto para levá-la à Namíbia, a fim de custear as despesas com os exames médicos.
Posto no país fronteiriço com a província do Cunene, e depois de realizados os exames, a autora, que, segundo o superintendente, já tinha feito constar o seu nome como mãe nos documentos médicos da menor, terá colocado cocaína na pasta da mãe da criança, e de seguida alertou à polícia daquele país vizinho.
Após a detenção da mãe da menor, acusada de posse ilícita de drogas, que até ao momento encontra-se detida na cadeia de Oshikango, na Namíbia, a suposta sequestradora levou a menor para Luanda, no município da Maianga, no bairro em que foi detida pelo SIC.
Segundo o porta-voz nacional do SIC, a ideia da implicada era alterar a identidade da criança e posteriormente viajar para Portugal. Manuel Halaiwa esclareceu que nesse momento decorrem diligências junto das autoridades judiciárias namibianas com vista ao esclarecimento total dos factos.








