As conversações EUA-NATO sobre a Gronelândia visam impedir que a Rússia e a China tenham acesso ao território autónomo dinamarquês e a países do Ártico, afirmou ontem o secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte
As discussões, iniciadas no Fórum Económico de Davos com o Presidente norte-americano, Donald Trump, têm por objectivo garantir colectivamente a segurança de sete países do Ártico face à Rússia e à China, referiu.
Rutte citou os Estados Unidos, o Canadá, a Dinamarca, a Islândia, a Suécia, a Finlândia e a Noruega. Trata-se de assegurar que “os chineses e os russos não possam ter acesso económico e militar à Gronelândia”, afirmou, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
A porta-voz da NATO, Allison Hart, precisou que “o secretário-geral não propôs qualquer compromisso sobre a soberania” da Dinamarca em relação ao território. Antes, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmara que o acordo sobre a Gronelândia em negociação entre a NATO e os Estados Unidos não punha em questão a soberania da Dinamarca sobre o território autónomo.
Frederiksen disse num comunicado divulgado hoje que a NATO estava “plenamente ciente da posição” da Dinamarca. “Podemos negociar todas as questões políticas: segurança, investimentos, economia.
Mas não podemos negociar a nossa soberania. Fui informada de que isso também não foi o caso”, afirmou. Frederiksen reiterou que “somente a Dinamarca e a Gronelândia podem tomar decisões sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Gronelândia”.
Trump anunciou na Quarta-feira em Davos que tinha conseguido um acordo com a NATO sobre a Gronelândia, e que os Estados Unidos tinham alcançado tudo o que queriam.
O Presidente não divulgou pormenores, mas retirou a ameaça de impor taxas alfandegárias a oito países europeus que enviaram tropas para a Gronelândia na sequência do seu propósito de adquirir a ilha, mesmo pela força.









