A Organização da Mulher Angolana (OMA), braço feminino do MPLA na província da Huíla, manifestou preocupação com a actual situação social das mulheres nesta parcela do território nacional, com destaque para as zonas rurais e para aquelas que desempenham um duplo papel na família.
A preocupação foi expressa hoje ao OPAÍS pela secretária provincial da organização, Teresa Navita.
Em entrevista exclusiva a este jornal, a responsável afirmou que a organização que dirige tem acompanhado atentamente a realidade social das mulheres na província.
Entre os principais problemas apontados estão o abandono escolar, a prostituição e a gravidez na adolescência, fenómenos que ocorrem com maior frequência nas zonas rurais.
Para alterar este quadro, Teresa Navita informou que a OMA na Huíla tem vindo a trabalhar com mulheres de diversos extractos sociais, com vista ao seu empoderamento, através da realização de várias acções formativas.
“A OMA não trabalha apenas com as mulheres filiadas à organização. Trabalhamos com mulheres de vários extractos sociais, porque o nosso foco é intervir nas diferentes vertentes da vida política e social das mulheres. Elas são as grandes responsáveis pelas famílias, desempenham um duplo papel na educação dos filhos e são as maiores lutadoras no fortalecimento familiar. Temos desenvolvido um trabalho voltado para o bem-estar das mulheres”, disse.
Por outro lado, Teresa Navita referiu que algumas mulheres que se dedicam à prostituição nem sempre o fazem por razões económicas, mas também por influência externa negativa.
“A OMA dispõe de um departamento de aconselhamento jurídico. Temos promovido formações com vista a uma maior interação com a juventude, uma vez que muitas dessas mulheres são jovens. Incentivamo-las a continuar a estudar e a frequentar formações básicas, como culinária, pastelaria, corte e costura, para que tenham o seu próprio negócio. Não nos cansamos de dialogar com as nossas jovens mulheres, apelando a um comportamento socialmente aceitável, pois o imediatismo não leva a lado nenhum”, concluiu.
POR: João Katombela, na Huíla









