Cento e 44 crianças geradas por mães com VIH nasceram livres da doença na província de Benguela, em 2025, no âmbito de um projecto comunitário da Cruz Vermelha de Angola (CVA) focado na prevenção da transmissão vertical mãe-filho, soube a ANGOP
A informação foi avançada, nesta Segunda-feira, pela representante da CVA em Benguela, Zélia Cassilda António, informando que, no período em referência, a instituição sensibilizou 24 mil e 814 gestantes, das quais 140 testaram positivo para a doença e estão em tratamento.
Zélia Cassilda António ainda referiu que a Cruz Vermelha de Angola está a fazer o acompanhamento comunitário da situação de outras 42 crianças seropositivas, com idades entre os dois e 14 anos. Relativamente aos medicamentos, explicou que os antirretrovirais são gratuitos e fornecidos pelas unidades sanitárias, graças à forte parceria existente entre a Cruz Vermelha, os agentes comunitários, os técnicos sanitários e o Ministério da Saúde.
No entanto, reconheceu a existência de vários desafios, com destaque para a resistência de gestantes em aceitar o diagnóstico e aderir ao tratamento, sobretudo quando fazem o teste pela primeira vez.
Outro constrangimento, disse, prende-se com a recusa de muitos parceiros em realizar a testagem, o que dificulta a quebra da cadeia de transmissão vertical mãe-filho, além do abandono do tratamento e fornecimento de endereços falsos.
Fez saber que a Cruz Vermelha controla 80 agentes comunitários, distribuídos pelos 23 municípios da província de Benguela, com a missão de identificar mulheres grávidas nas comunidades e sensibilizá-las para a importância do acompanhamento pré-natal ao longo da gestação.
Conforme a entrevistada, os agentes comunitários realizam igualmente a testagem do VIH-SIDA, porquanto foram capacitados pelo Gabinete Provincial da Saúde no domínio do aconselhamento e testagem voluntária.
“Sempre que uma gestante testa positivo, o agente comunitário faz o seu acompanhamento imediato até à unidade sanitária mais próxima, onde a paciente inicia o tratamento antirretroviral”, notou.









