Os sectores imobiliários e petrolíferos foram identificados como os mais vulneráveis ao branqueamento de capitais em Angola, ocupando o primeiro lugar na tabela de prioridades de mitigação por sectores, segundo a Avaliação Nacional de Risco, de 2025
O documento, elaborado por peritos da Unidade de Informação Financeira (UIF), a que o jornal OPAÍS teve acesso, conclui que o nível de vulnerabilidade nacional à prática deste tipo de crime é médio, resultado da conjugação entre a capacidade institucional do país e os riscos específicos associados aos principais sectores económicos.
Logo a seguir ao imobiliário, surgem o sector petrolífero, classificado como a segunda maior prioridade, e o sector bancário, na terceira posição. A presença destas áreas no topo da lista reflecte a elevada circulação de capitais, a complexidade das operações financeiras e a relevância estratégica que ocupam na economia nacional, factores que, segundo o documento que vimos citando, aumentam a exposição ao risco de práticas ilícitas relacionadas com a lavagem de dinheiro.
A tabela de prioridades inclui ainda, por ordem decrescente de criticidade, o comércio de metais e pedras preciosas, o sector de registo e notariado e o sector dos jogos, considerados particularmente sensíveis devido à dificuldade de rastreabilidade de operações, ao uso intensivo de numerário e à possibilidade de ocultação da origem dos fundos. Estes sectores são apontados como áreas onde medidas de controlo e fiscalização devem ser reforçadas de forma sistemática.
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