A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou, neste Sábado, 17, que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) constitui “uma das maiores conquistas sociais do Estado angolano”, sublinhando o seu papel como pilar da soberania nacional, da justiça social e da garantia do direito à saúde para todos os cidadãos.
A governante falava no acto de homenagem aos profissionais da saúde, realizado na Galeria José Fançony, em Luanda, no âmbito das comemorações dos 50 anos do Sistema Nacional de Saúde, iniciativa integrada nas celebrações do Cinquentenário da Independência Nacional e nos cumprimentos de fim de ano de 2025.
No seu discurso, a governante rendeu uma sentida homenagem aos profissionais da saúde que, desde a proclamação da Independência Nacional, mantiveram activo o Serviço Nacional de Saúde, mesmo em contextos particularmente adversos.
“A saúde em Angola deve tudo a esses homens e mulheres que nunca desistiram de cuidar do povo e com o povo”, afirmou.
Segundo a titular da pasta da Saúde, ao longo de cinco décadas, o Sistema e o Serviço Nacional de Saúde “acompanharam a história do país, resistiram às adversidades e afirmaram-se como uma expressão concreta do compromisso do Estado com a vida, a dignidade humana e o bem-estar da população”.
O acto reuniu cerca de 700 profissionais da saúde, de várias gerações, desde os primeiros anos da Independência até à actualidade.
Para a ministra, estes são os verdadeiros “heróis da saúde”, que dedicaram as suas vidas à prestação de cuidados, muitas vezes em condições difíceis.
“Reconhecer os guardiões da saúde do presente é um imperativo de justiça”, declarou, reiterando o agradecimento institucional aos profissionais que continuam firmes na resposta diária às necessidades das comunidades.
Durante a sua intervenção, a governante reafirmou o compromisso do Executivo, liderado pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, com o fortalecimento do Sector da Saúde como prioridade nacional.
Entre os avanços alcançados nos últimos anos, a Ministra destacou a expansão de infra-estruturas sanitárias modernas nos três níveis de atenção, com forte aposta nos cuidados de saúde primários, que representam mais de 80 por cento das novas unidades.
Referiu igualmente os maiores concursos públicos da história do sector, que permitiram um aumento de 46,1 por cento da força de trabalho, bem como um vasto programa de formação e especialização que prevê capacitar, até 2028, cerca de 38 mil profissionais.
“Estamos a apostar fortemente em médicos de família e enfermeiros de saúde comunitária”, frisou.
No domínio da inovação, destacou a aposta na transformação digital, com a introdução da telemedicina e de plataformas tecnológicas, bem como o marco que posicionou Angola como o segundo país da África Subsaariana a integrar a cirurgia robótica no Sistema Nacional de Saúde.
No encerramento da sua intervenção, a ministra da Saúde apelou à união e ao compromisso de todos os actores do sector para a consolidação de um sistema de saúde mais resiliente, inclusivo e capaz de servir todos os angolanos.









