O desejo do presidente dos EUA, Donald Trump, de tomar a Groenlândia ameaça a Dinamarca com uma guerra política em duas frentes, segundo informa a edição dinamarquesa BT, com base em especialistas
“A crise está a ser travada agora em duas frentes: por um lado, pelos Estados Unidos e, por outro, nas relações entre a Groenlândia e a Dinamarca”, explicou o jornalista Henrik Qvortrup.
De acordo com o vice-presidente do partido groenlandês no poder, o Siumut (Avante), Ineqi Kielsen, o governo dinamarquês tem enfatizado repetidamente que a Groenlândia pertence à sua população local.
“O governo dinamarquês declarou repetidamente que a Groenlândia pertence aos groenlandeses. Que eles cumpram, então, essa promessa”, disse o parlamentar, comentando as declarações do chefe do Naleraq, partido de oposição na Groenlândia, Pele Broberg.
Na véspera, Broberg apelou à ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, para realizar uma próxima reunião com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sem a participação do ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen.
O tabloide britânico Daily Mail, citando fontes, escreveu anteriormente que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria ordenado a elaboração de um plano para tomar a Groenlândia. O jornal The Telegraph informou que a UE está a preparar sanções contra empresas dos EUA caso Washington não desista das suas pretensões sobre a ilha.









