A Lobinave, uma empresa metalúrgica e de reparação naval, poderá, no futuro, prestar manutenção a embarcações civis e militares de países da região da SADC, quando as linhas de produção naval estiverem totalmente conclusas, asseguraram responsáveis da CN Naval, empresa francesa parceira do Estado Angolano na revitalização da indústria militar. O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, procedeu, na Segunda-feira, 12, no Lobito, à inauguração da primeira fase da indústria de produção de embarcações
Na Lobinave, vão ser produzidas embarcações do tipo WP18 e DV 15, que são de alto desempenho, para a Marinha de Guerra, conferindo ao país uma indústria naval que melhor satisfaça os desafios do país, face à nova dinâmica geo-estratégica mundial, segundo sublinhou o Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, momentos depois de ter procedido ao corte inaugural.
Poder-se-á, num futuro próximo, fazer manutenção a embarcações de marinhas mercantis de qualquer país que queira “a nossa assistência neste primeiro projecto de desenvolvimento da indústria da defesa, no sector naval”, sublinha Furtado. De acordo com o ministro de Estado, as circunstâncias geo-estratégicas “obrigam cada país a criar capacidade para poder defender.
Angola tem uma costa marítima de 1650 quilómetros, com uma zona económica exclusiva com cerca de 200 milhas náuticas”, observou. O governante, que fala em revitalização da indústria militar, considera importante que o país comece a ganhar capacidade e deu nota de que, actualmente, a Marinha de Guerra está a ser reforçada com meios de vigilância marítima.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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