O nível global de risco de financiamento do terrorismo em Angola foi classificado como médio, resultante da existência de ameaças externas e transnacionais relevantes, associadas a organizações terroristas activas na região e a redes internacionais de financiamento, segundo um estudo realizado pela Unidade de Informação Financeira (UIF), com a assistência técnica do Banco Mundial, a que o jornal OPAÍS teve acesso
Os peritos esclarecem na Avaliação Nacional de Risco de Financiamento do Terrorismo (ANR/FT), realizada no período de Março a Novembro de 2025, que, além dos aspectos acima mencionados, o nosso país obteve essa classificação devido às vulnerabilidades estruturais ainda presentes em determinados sectores e mecanismos nacionais de controlo.
Avaliação foi realizada no âmbito do reforço contínuo do sistema nacional de prevenção e combate ao financiamento do terrorismo, em conformidade com os compromissos assumidos a nível nacional, regional e internacional.
Segundo o estudo, as vulnerabilidades nacionais correspondem a um conjunto de deficiências e lacunas identificadas no sistema de prevenção e combate ao financiamento do terrorismo em Angola, que aumentam a exposição do país face às ameaças identificadas no âmbito da análise de riscos do uso abusivo dos sectores à prática desse tipo de crime.
Explicam que elas resultam da combinação entre a capacidade do sistema de Prevenção e Combate ao Financiamento do Terrorismo e o nível de vulnerabilidade global dos sectores e visam determinar o nível de susceptibilidade do sistema nacional a ser utilizado para fins de angariação, movimentação ou dissimulação de fundos destinados a actividades terroristas. Isso tendo em conta a estrutura institucional, o quadro normativo e a eficácia dos mecanismos de controlo existentes.
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