O responsável do Dyembu Dyetu, Miguel Lubwatu, afirmou que o balanço das actividades desenvolvidas pela organização ao longo de 2025 foi razoável, com vários marcos relevantes no do mínio do ensino, da investigação científica e da valorização das culturas africanas, em particular da tradição ambundu
Segundo o investigador, uma das principais conquistas do ano foi a celebração de um contrato de trabalho com o Núcleo de Pesquisa em Línguas (NUPEL), órgão pertencente à Universidade Federal da Bahia, no Brasil, para a administração do terceiro nível do curso de Kimbundu. De acordo com o professor, o projecto foi bem-sucedido ao ponto de o contrato ter sido renovado para o próximo ano.
Quanto ao plano editorial, a instituição destacou a publicação do livro “Kiela kiaXe – Rituais da Tradição Oral Ambundu”, uma obra que resultou de uma pesquisa no âmbito da antropologia sociocultural da comunidade Ambundudo reino Ndongo.
“É um livro que está a ser bem consumido, sobretudo no Brasil, país que registou o maior número de aquisições da obra”, sublinhou, acrescentando que o movimento foi convidado para ser homenageado no próximo ano por um movimento brasileiro ligado à valorização dos povos africanos e afrodescendentes. A homenagem, prosseguiu, surge como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo de 2025.
No domínio da investigação, a Dyembu Dyetu realizou entrevistas sobre assuntos relacionados ao panorama cultural angolano. Dentre eles, o direito positivo e o direito costumeiro, com enfoque particular na região sul do país, a importância dos grupos locais e do gado como elemento central de riqueza, a reorganização e valorização dos costumes dos povos do sul, bem como a importância de se relacionar a cultura com a produção científica, entre outros temas.









