As autoridades sanitárias manifestam-se preocupadas com os casos de sarampo que se vêm registando, nos últimos tempos, no município do Cubal, província de Benguela. Nos últimos sete dias, reportaram-se 174 casos. O director do Gabinete Provincial da Saúde, Manuel Cabinda, garantiu a disponibilidade de vacinas, revelando estar em curso uma campanha em todos os municípios.
Nos últimos sete dias, o município do Cubal registou um elevado número de casos de sarampo, cifrando-se em 174 - segundo dados avançados pelo chefe municipal de Saúde Pública, citado pela rádio Nacional de Angola.
Esse quadro vai, de certo modo, preocupando as autoridades locais. Para além de sarampo, do Cubal surgem, igualmente, relatos de casos de malária. O chefe de secção de Saúde Pública naquele município, Francisco Lourenço, revelou que, neste momento, estão internadas 24 crianças cujo diagnóstico aponta para sarampo e notificados mais de 300 casos, nos últimos dias.
À RNA, o responsável detalhou os casos de acordo com o registo verificado em cada unidade sanitária: “O hospital municipal atendeu cinco casos, Nossa Senhora da Paz atendeu 19 casos, que totaliza 24 doentes internados. Críticos 84 casos”, frisou, acrescentando que, durante o período em referência, o município registou, igualmente, 360 casos. Manifesta-se, pois, satisfeito por não ter havido nenhum registo de morte.
O chefe de Secção de Saúde Pública garante que, para a passagem de ano, estão asseguradas as questões logísticas em todas as unidades sanitárias, sobretudo no que se refere à disponibilização de fármacos para fazer face à demanda.
Por sua vez, o director do Gabinete Provincial da Saúde, Manuel Cabinda, admitiu, num contacto telefónico com este jornal, o registo de 100 casos do surto de sarampo semanalmente, descartando, para já, qualquer situação relativa a morte causada pela doença, tendo garantido trabalho árduo para se inverter o actual quadro.
Em virtude disso, o responsável assegurou a disponibilidade de vacinas, realçando que, em função disso, estão em curso, em todos os municípios da província, campanhas de vacinação, na perspectiva de conter o surto.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela









