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Agricultores clamam por mais apoios do Governo para aumentar a produção na Huíla

Jornal OPaís por Jornal OPaís
10 de Novembro, 2025
Em Sociedade

Os agricultores da província da Huíla clamam por mais apoios do governo local para aumentar os níveis de produção da presente época agrícola e combater a fome e pobreza, concretamente nos municípios de Capunda Cavilongo, Chibia e Hoque. Para a campanha agrícola 2025/2026, na província estão preparados 605 mil hectares de terra arável, envolvendo cerca de 358 mil 696 famílias, em 2782 aldeias de todo o território da província. Para além das famílias camponesas, estão igualmente envolvidas neste processo produtivo 835 associações de camponeses e 210 cooperativas agrícolas

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O soba da sede municipal do Hoque, Namuele Caita, disse em entrevista exclusiva ao jornal OPAÍS que os agricultores do seu município estão preparados para responder aos desafios da época agrícola 2025/2026, cuja abertura aconteceu na última semana no município de Capunda Cavilongo, pelo vice-governador para o sector técnico e infraestruturas, Hélio de Almeida.

A autoridade tradicional disse que ainda se regista alguma carência de sementes, fertilizantes e charruas no seio dos homens do campo, naquele município mais novo da província da Huíla.

“O município do Hoque é um dos mais fortes em termos da agricultura, tem um povo muito trabalhador; nesta altura a chuva já cai com alguma regularidade, mas enfrenta muitas dificuldades, sobretudo na aquisição de sementes, como milho, massambala e charruas; na praça, uma charrua está a custar entre 150 e 200 mil kwanzas.

Gostaríamos que tivéssemos aqui uma brigada de mecanização agrícola, pelo menos com dois tratores que pudessem apoiar as famílias camponesas a desbravar as suas terras”, disse. António Botelho Lopes, agricultor do município de Capunda Cavilongo, onde recentemente foi realizada a cerimónia de abertura da presente época agrícola na província da Huíla, disse que os agricultores estão preparados para aumentar os campos agrários e os níveis de produção de bens.

O nosso interlocutor revelou que o apoio que tem sido prestado pelo Governo Provincial valoriza e encoraja os homens do campo a continuar a produzir os alimentos que chegam à mesa das famílias da província e do país de uma forma geral; no entanto, ainda continua a ser pouco para aquilo que são os desafios dos agricultores.

“Nós, os camponeses da Capunda Cavilongo, estamos comprometidos com aquilo que bem sabemos fazer, que é desbravar a terra, lançar a semente e garantir o necessário para que, ao nosso nível, possamos combater a fome, sem depender muito das importações ou ajuda que venham de outras fontes.

Porém, senhor Governador, em algumas épocas do ano, precisamos sempre de alguns apoios na questão de sementes, como milho, massango, massambala, feijão e soja; meios de produção, tais como tratores, moto-cultivadoras, charruas, catanas, enxadas e machados, bem como de fertilizantes, para não só aumentar as áreas de cultivo, como também garantir qualidade nos produtos localmente cultivados”, afirmou.

Já Manuel Gonçalves, um dos maiores produtores de hortícolas e citrinos no município da Chibia, informou que, apesar da vontade de produzir que se nota no seio dos camponeses, ainda falta muito apoio, sobretudo no que diz respeito aos programas de apoio aos produtores. Para ele, é necessário que se olhe para a agricultura familiar com uma atenção diferenciada, a julgar pela sua importância na produção de bens de consumo imediato para as famílias angolanas na província da Huíla e não só.

“Eu sou um dos maiores produtores de hortícolas e citrinos no município da Huíla, tenho cinco hectares, onde estou a produzir pepino, pimento, beterraba, cebola, tomate e alho. Nunca recebi nenhum apoio do governo, parece que nós, os pequenos camponeses, não somos conhecidos; falta um acompanhamento mais profundo, para que se possa aumentar os níveis de produção”, apelou.

Entretanto, o director do Gabinete da Agricultura e Florestas do Governo Provincial da Huíla, Pedro Conde, reconhece as limitações que os agricultores familiares apresentam. Por isso, garantiu que os apoios do governo para a agricultura vão continuar a ser disponibilizados, ainda que de forma gradual e de acordo com as disponibilidades orçamentárias.

“Estes desafios consistem em aumentar o uso de mecanização agrícola, acesso aos insumos melhorados e aumentar o número de famílias camponesas. Necessidade de transformar a produção, melhorar o escoamento e garantir que os produtos não sejam apenas colhidos, mas também processados, armazenados e comercializados de forma eficaz para aumentar o rendimento dos produtores.

Com isto, quero dizer que os apoios dos nossos parceiros, como o FADA, PEDAC, SAMAP, MOSAP 3, bancos comerciais e outros que possam garantir ou contribuir de forma positiva no desenvolvimento do sector agrícola da nossa província, vão continuar”, afirmou.

Por: João Katombela, na Huíla

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