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Quando a vida nos pede pausa e Deus nos pede coragem

Jornal OPaís por Jornal OPaís
31 de Outubro, 2025
Em Opinião

Escrevo estas linhas na madrugada de quintafeira, 30 de Outubro de 2025. Os olhos carregados de lágrimas, o coração ainda a tentar compreender a partida de alguém que, para mim, não foi apenas sogra — foi segunda mãe, luz, colo e referência de Fé. Partiu para a eternidade.

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E, mesmo com a dor a apertar o peito, cumpro o compromisso religioso que se tornou estas sextas-feiras: estar aqui, sob o olhar, com os meus leitores. Há dores que não se explicam, só se vivem.

E há despedidas que não nos roubam alguém — devolvem-nos à consciência da vida. Hoje, escrevo não para falar da morte, mas da verdade que ela nos lembra: não controlamos o tempo, controlamos apenas o sentido que damos aos dias que recebemos.

A morte tem a coragem de nos perguntar, de forma silenciosa mas firme: “O que estás a fazer com o teu tempo na Terra?” E é aqui que esta reflexão se encontra com a juventude, com Angola, com África e com o nosso destino colectivo. A perda tem um poder estranho: lapida o ego e ilumina a essência.

Recorda-nos que cargos, títulos, eventos, urgências, polémicas e vaidades são pó. No fim, só contam três coisas: quem amámos, quem fomos, e o bem que deixámos no mundo. Talvez seja isso que a juventude angolana e africana mais precisa ouvir esta semana. Não como frase motivacional, mas como verdade espiritual: a vida não é sobre ser reconhecido — é sobre ser necessário.

Os jovens deste País e do Continente carregam talentos imensos, mas muitos vivem aprisionados entre a ansiedade de “chegar lá” e o medo de não serem suficientes. A dor desta madrugada ensinou-me, mais uma vez, que o problema nunca é começar pequeno — é viver pequeno, quando fomos criados para marcar a diferença.

1. Amar mais. O País e o Continente não mudam apenas com planos — mudam com humanidade. Aprendamos a tratar os outros como gostaríamos que tratassem quem amamos.

2. Servir com sentido. A nova geração não deve correr atrás de fama, mas de propósito. A liderança do futuro será espiritual antes de ser política. 3. Construir legado. Não deixemos apenas fotografias — deixemos impacto. Que cada jovem pergunte a si mesmo: “Se eu partir hoje, o que fica depois de mim?” África precisa de uma liderança que saiba chorar e continuar.

De governantes que não tenham medo de mostrar humanidade. De líderes que entendam que força não é dureza — é sensibilidade aliada a visão. Escrever com lágrimas nos olhos é assumir que a dor não anula o dever — refina a missão. Se conseguirmos transformar luto em luz, dor em empatia e tempo em legado, estaremos a criar a geração mais luminosa que Angola e África já viram. Aos mais velhos: escutem a juventude. Aos jovens: honrem a sabedoria dos mais velhos. Entre gerações, não deve haver muro — deve haver mesa.

A minha segunda mãe partiu, mas deixou lições de amor, fé e serviço. E enquanto escrevo, compreendo o tamanho do privilégio que é viver, criar, sonhar e contribuir para um País que precisa de pessoas inteiras — não perfeitas, inteiras. Talvez o maior ensinamento deste momento seja este: Não adiem o amor, o perdão, o abraço, o sonho, a missão. A vida não espera. E Deus também não. Voltaremos a encontrar-nos, sob o olhar, na próxima sextafeira. Com mais força, mais fé e mais propósito.

Por: EDGAR LEANDRO

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