OPaís
Ouça Rádio+
Qui, 12 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Quando um emprego já não basta

Jornal OPaís por Jornal OPaís
13 de Outubro, 2025
Em Opinião

Entre o que a lei prescreve e o que a vida impõe, muitos trabalhadores angolanos descobrem que apenas um emprego já não basta para garantir dignidade e estabilidade.

Poderão também interessar-lhe...

Carta do leitor: Quem salva o Cassequel do Buraco!

É de hoje…Desconfianças que minam

Fracassos da FAF

Em Angola, o emprego sempre foi visto como o alicerce da estabilidade social e familiar. Contudo, nos tempos actuais, essa noção tem-se desfeito diante de um quotidiano cada vez mais exigente. Um único salário já não cobre o essencial.

O custo da cesta básica, as despesas escolares, o transporte e a habitação consomem, rapidamente, a remuneração mensal, forçando muitos trabalhadores a reinventar-se fora do horário laboral.

A Lei n.º 12/23, de 27 de Junho — Lei Geral do Trabalho (LGT), procura equilibrar os interesses do empregador e do trabalhador, garantindo direitos fundamentais e regulando as obrigações contratuais.

O artigo 10.º, por exemplo, consagra o princípio da liberdade do trabalho, permitindo ao cidadão escolher a sua actividade profissional. Todavia, o mesmo diploma, em várias das suas disposições contratuais, prevê cláusulas de exclusividade e deveres de lealdade, que impedem o trabalhador de exercer outras actividades paralelas que possam colidir com o seu vínculo principal. É neste ponto que a vida e a lei se desencontram.

Enquanto o contracto exige dedicação exclusiva, a realidade económica empurra o trabalhador para o pluriemprego, uma prática não formalizada, mas socialmente aceite e economicamente necessária.

Vendedores informais, motoristas em part-time, professores que dão explicações após o expediente, entre tantos outros exemplos, são rostos de um país que se reinventa para sobreviver.

O dilema é ético e jurídico: cumprir o contracto ou garantir a sobrevivência? O trabalho, que deveria ser fonte de dignidade, torna-se um exercício de resistência. As cláusulas contratuais, ao exigirem exclusividade, não podem ignorar o contexto económico nacional, sob pena de transformarem o contracto numa camisa de força que sufoca em vez de proteger. A lei existe para assegurar equilíbrio, mas precisa de dialogar com a realidade que se transforma a cada dia.

Talvez o desafio da actualidade não seja proibir o trabalhador de ter mais de uma ocupação, mas assegurar que um único emprego seja suficiente para viver com dignidade.

Enquanto isso não acontece, o trabalhador Angolano continuará a multiplicar-se, se assim podemos dizer, mas não por ambição desmedida, mas por pura necessidade. Porque a lei pode regular o trabalho, mas é a realidade que regula a sobrevivência.

Por: Yona Soares

Advogada e Gestora de Recursos Humanos

Jornal OPaís

Jornal OPaís

Recomendado Para Si

Carta do leitor: Quem salva o Cassequel do Buraco!

por Jornal OPaís
12 de Março, 2026
DR

À coordenação do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima disposição! O Cassequel do Buraco, na Maianga, em Luanda, já...

Ler maisDetails

É de hoje…Desconfianças que minam

por Dani Costa
12 de Março, 2026

Há poucos dias, o debate sobre um hipotético pacto de transição ou de regime esteve à baila. É proposto pela...

Ler maisDetails

Fracassos da FAF

por Jornal OPaís
12 de Março, 2026

O futebol é o desporto-rei. É uma indústria. Todos os anos movimenta receitas. Cria empregos directos e indirectos. Hoje, este...

Ler maisDetails

Cadáveres éticos em circulação

por Jornal OPaís
11 de Março, 2026

Como dizia Fernando Pessoa (1888–1935), “somos cadáveres adiados que pro criam”. A frase lembra-nos que a vida é, em certo...

Ler maisDetails

Ministro avalia com governadores execução de projectos de infra-estruturas no Huambo e Malanje

12 de Março, 2026

Empresas recomendadas a investirem em talentos no processo de transformação digital

12 de Março, 2026

10 em cada 100 angolanos acreditam que terão casa própria nos próximos dois anos

12 de Março, 2026
DR

Adalberto Costa Júnior defende Pacto de Estabilidade para abrir nova etapa política no país

12 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.