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De professor a engenheiro de metodologias de ensino em Língua Portuguesa: por que não?

Jornal OPaís por Jornal OPaís
28 de Agosto, 2025
Em Opinião

Aliar a teoria à prática é uma das condições “sine qua non” para se ter sucesso na partilha de saberes, onde, em abono da verdade, o ensino da Língua Portuguesa não se encontra isento disso. Mais do que partir do texto escrito ou falado para se ensinar a língua a um indivíduo, é preciso, a nosso ver, recorrer a outras formas de texto, para melhor elucidá-lo.

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Assim, o contexto angolano actual de ensino obriga-nos a criar e a recriar, para cada lição a ser estudada, caminhos que conduzam ao maior entendimento dos saberes técnico-científicos aplicados à didáctica da Língua Portuguesa. Cada vez mais, os profissionais dessa área do saber são desafiados a criar estratégias que facilitem a absorção dos conteúdos programáticos – e não só – por parte dos alunos.

Partindo disso, o professor do século actual tem de ser um engenheiro de metodologias para melhor executar o seu trabalho. Nesta reflexão, adoptamos a expressão “engenharia de metodologia de ensino” para designar, talvez de forma pioneira, a construção de técnicas e métodos que possam ser empregues no melhoramento do ensino da língua, permitindo com que, aliando a teoria à realidade mais próxima daquele que é o elemento fundamental no processo de ensino-aprendizagem, o estudante chegue mais rápido ao objecto ou à noção a ser conhecida ou estudada.

Historicamente, a engenharia era aplicada, numa primeira fase, ao ramo militar e da construção civil. Mais tarde, com o avanço das sociedades, das necessidades e do desenvolvimento humano, a engenharia passou também a ser aplicada noutras áreas ou ciências.

De forma incipiente, pretendemos também trazer essa ciência à arte de ensinar, designando, assim, a criação de ideias, caminhos, estratégias ou “truques” que possam ser usados para o melhoramento do ensino da língua, numa época em que cada vez mais cresce o desinteresse por parte dos alunos no que à aprendizagem e à profissionalização em Língua Portuguesa diz respeito.

Não raras vezes surgem reclamações por parte de nossos alunos de que a língua que aprendem na escola – a oficial, no caso – é difícil. Esse pensamento, na nossa forma de ver, surge, em muitos casos, em função das metodologias que são empregues pelos professores no acto da acção didáctica, o que tem dificultado, às vezes, a compreensão por parte dos alunos.

Parece que eles (os alunos) e os professores, em função dessas metodologias, não têm falado a mesma língua em sala de aula, o que dificulta ainda mais o aprendizado dessa língua e a falta de amor ou sonho maior por ela.

Quantos alunos pretendem formar-se em Língua Portuguesa? Quantos alunos querem seguir carreira na Língua Portuguesa? Quantos alunos gostam ou têm alguma inclinação nessa disciplina ou língua? Os alunos têm a ideia de que o português é uma das línguas mais complexas do mundo, porque tem surgido, através das metodologias usadas, o sentimento de aborrecimento por parte deles.

Reclamam, às vezes, que os professores – e acrescentam as gramáticas – são os maiores dificultadores no que diz respeito ao pouco entendimento que eles têm em relação à língua oficial angolana.

Pelo pouco tempo de experiência que temos, todos os dias somos obrigados a reflectir sobre os métodos que empregamos e a possibilidade de criar outros, porque os alunos da escola angolana são diferentes dos das outras escolas, em termos contextuais.

Um exemplo prático

Ao falar sobre as conjunções e locuções coordenativas, procuraremos, primeiro, associá-la a alguma coisa que represente, na prática, o seu conceito ou que aproxime o aluno da definição. Assim, ignoraremos, numa primeira fase, o texto escrito ou falado e apegar-nos-emos a outro texto, o qual cognominamos por “texto representativo”.

Resumidamente, quando chegar o momento de ensinar os alunos as conjunções, e para melhor situá-los, perguntaremos se conhecem a pedonal, a ponte ou o viaduto. As respostas deles, entretanto, poderão ajudarnos a chegar à definição. Sem muito esforço, após a sondagem feita em sala de aula, perceber-se-á que a função daquelas três passagens aréas é permitir a ligação de um ponto ao outro.

E levando isso para o ensino da língua em referência, no caso mais específico das conjunções, perceberse-á que, tal como acontece com a ponte, pedonal e viaduto, as conjunções, nas frases, acabam por ser palavras que ligam – não pontos, mas – orações que estabelecem alguma relação entre si. Para se sair dessa ideia abstracta, não concreta, parte-se logo para o texto: a) “Os alunos foram à escola, mas não estudaram”.

Se for questionado aos alunos sobre o elemento que liga ou relaciona uma parte à outra, apesar das curvas, haverá sempre alguém na turma que diga “mas”. A partir das respostas dos alunos, o professor poderá introduzir o tema em questão, dar mais subsídios e explorar outros contextos de uso, identificando sempre as conjunções dessa natureza que possam aparecer.

Essa metodologia permitirá com que o aluno perceba, em tão curto tempo, a matéria a ser estudada. Se o professor explorar com os alunos todos os recursos à sua volta, necessários à compreensão do conteúdo, a matéria ficará totalmente conhecida por eles logo na introdução.

Em suma, deve-se evitar ficar preso na teoria (ditar a matéria), embora seja importante saber a noção do objecto ou tema a ser estudado. É preciso, às vezes, partir da realidade, bem como de todas as formas de texto, para se chegar ao objecto, à ideia ou à noção a ser conhecida ou estudada.

Por: Caetano Cambabe

Caetano de Sousa João Cambambe, professor de Português e membro do Centro de Línguas da Universidade Jean Piaget de Angola.

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