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Eu desisto

Jornal OPaís por Jornal OPaís
17 de Julho, 2025
Em Opinião

Dizem que ninguém gosta de desistir, eu, sem provas e clarezas prefiro não argumentar. O que se sabe, é que todos já tivemos de por alguma razão possível ou impossível ter de abrir de alguém, ou de alguma coisa. Mas afinal, isso seria desistir? Para Silva Eric (2025), desistir pode simplesmente ser “renunciar algo ou alguma coisa” ou concomitantemente “abster-se.”

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Já Farlex (2025), é da visão de que desistir seja “cancelar”, interromper” ou simplesmente, “abandonar.” Nesta senda, desistir envolveria, efectivamente, a disposição de encerrar um percurso ao abrir mão de qualquer uma situação ou alguém.

Em senso comum, posso afirmar que desistir parece ser mais ou menos uma derivação conotada do verbo “existir, no qual o prefixo “De” vem antes do “existo” – infinitivo verbal do verso existir.

Se viajarmos para esta linha etimológica, podemos com certeza afirmar que a expressão desistir denota a ideia de que o sujeito exposto a desistência deverá considerar que para ele, aquele algo ou alguém, circunstância ou oportunidade, dali para a frente deixar de “existir” ou ao menos parecer.

Para Mark Manson (s/d), em sua célebre obra subordinada ao título: “a Sutil Arte de Ligar o Foda-se”, as vezes – senão quase sempre – é imperioso que as pessoas possam a saber reconhecer suas valências e invalências diante de alguma situação, e determinantemente saber dizer basta – desisto – as situações infrutíferas.

Deste modo, mais do que ser um símbolo do fracasso e do fracassado, a desistência é a virtude dos corajosos, a excelência de pessoas maduras e a sapiência de entes sábios.

No demais, é óbvio que não poderemos ter tudo o que queremos e ser capaz de materializar todos os elementos dos nossos esforços ao nosso favor. Assim, ser capaz de identificar as circunstância desfavoráveis a nossa vitória e economizar nossos esforço para fins bem mais vantajosos determina uma elevada raiz de proeza.

Assim, vê-se que a luta deve emergir do nosso auto-conhecimento, ou seja, a velha máxima Socrática tão bem enfatiza por Karnal em suas palestras dever soar sempre antes de qualquer enunciação de desistência: “conheça a ti mesmo.”

Adiante, a ideia de que precisamos tão-somente acreditar para tudo o que queremos é meio elucidativa, porém, distorcida para determinadas situações mais bem práticas e reais da vida do que nas fictícias.

Ou seja, é de facto abrir mãos de determinadas coisas que abrem portas para melhores oportunidades, é estar disposto a abster-nos que determinada a nossa pureza e integridade, é nossa negação que fala mais sobre a nossa habilitação e nosso renunciar que determina o nosso grau de desenvolvimento e maturidade. Portanto, como já afirmei certa vez: até os bons actos cansam.

Lutar não dá novas energias, correr não dá fôlego. Assim, há ocasiões em que temos de acabar com a guerra, parar a corrida e pedir substituição. Portanto, “Eu Desisto”. Fim da Escrita.

Por: SAMPAIO HERCULANO

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