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Ida tardia aos Centros de Tratamento de Cólera contribui para mortes em Chicomba

Jornal OPaís por Jornal OPaís
30 de Junho, 2025
Em Sociedade

As autoridades sanitárias e administrativas da província da Huíla mostram-se preocupadas com os casos de mortes comunitárias no município de Chicomba, que já contabilizam um total de seis casos da doença, sem nenhum óbito, fruto do envolvimento de uma equipa do Ministério da Saúde, que trabalha no corte da cadeia de contaminação da doença, cujo epicentro neste município é a comuna

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A chegada tardia de doentes aos Centros de Tratamento de Cólera (CTC) tem contribuído para o aumento de mortes comunitárias no município de Chicomba, província da Huíla.

De acordo com as autoridades locais, muitas famílias continuam a recorrer a tratamentos tradicionais e substâncias tóxicas, em vez de procurar apoio médico imediato.

O administrador comunal do Qué, Luciano Matende, afirmou que a desinformação nas comunidades tem sido um dos principais entraves no combate ao surto.

“Encontrámos pessoas a tomar creolina e outros produtos impróprios para consumo humano, acreditando que estavam a tratar a cólera com medicina tradicional”, denunciou.

“As informações que pairavam na comunidade fizeram com que muita gente achasse que a cólera fosse curada com a medicação tradicional. Quando nós estávamos a fazer o trabalho de campo, encontramos muita gente que recorria à medicina tradicional, tomavam até creolina e outros produtos que não são para o tratamento de doenças para os humanos”, revelou.

Desde o primeiro registo da doença em Chicomba, a 16 de maio de 2024, foram contabilizados 172 casos, com 159 recuperações e 10 mortes. Apesar disso, a presença de uma equipa técnica do Ministério da Saúde tem ajudado a estabilizar a situação, com a comuna do Qué identificada como epicentro do surto.

Ministério da Saúde desdobra-se em acções de sensibilização Em resposta ao aumento de casos e mortes, uma equipa do Ministério da Saúde deslocou-se ao município na semana passada para reforçar as campanhas de sensibilização, sobretudo na comuna do Qué. O objectivo é incentivar a população a procurar os centros de saúde logo aos primeiros sinais da doença.

Celso Malavoloneke, responsável pela área de comunicação da comissão técnica que actua na região, explicou que o primeiro passo foi estudar o comportamento das comunidades em relação ao surto. “Percebemos que muitos não levam os doentes aos centros de tratamento ou aos postos de reidratação oral. Precisamos compreender os motivos para adaptar a nossa abordagem de sensibilização”, explicou.

Entre as orientações dadas às comunidades estão práticas básicas de prevenção, como o tratamento da água, reforço do saneamento e o uso imediato de soro oral ao surgirem sintomas. “A prevenção está nas mãos das próprias comunidades”, sublinhou Malavoloneke.

O surto aqui tem uma característica própria, as comunidades, as pessoas, não levam os doentes ao Centro de Tratamento da Cólera, ou aos Postos de Reidratação Oral, tiveram que compreender por quê, para que depois houvesse diálogo com as comunidades e com as famílias.

A estratégia do Ministério da Saúde inclui a criação de brigadas de sensibilização com líderes comunitários e religiosos. Já foram capacitados cerca de 150 líderes na comuna do Qué, que reúne mais de 110 aldeias. A igreja tem tido um papel essencial na mobilização da população.

“Há aqui o facto de que são muitas aldeias, só na comuna do Qué, que é o epicentro do surto, são 110 aldeias para além da sede, e é preciso estar presentes nestas aldeias, então a estratégia que estamos a ter é chamar os líderes das igrejas que estão espalhadas nestas aldeias, para serem treinados e depois vamos estudar qual a estratégia a utilizar para a mobilização porta-a-porta”, afirmou.

O padre Agostinho Mussungo Capiquete, vigário da Paróquia Santo António de Lisboa, destacou que a responsabilidade no combate à cólera começa com cada cidadão. “A higiene é o sector primário.

O sujeito é tanto o protagonista da propagação quanto da solução. A igreja está engajada porque trabalha directamente com o povo”, declarou. As autoridades locais e o Ministério da Saúde continuarão a investir em campanhas porta-a-porta, formações e mobilização comunitária para conter o surto e salvar vidas.

“Apesar de ser contagiosa e mortífera, não precisamos alarmá-la, por isso, é preciso que se organizem as comunidades em termos de higiene, porque é o sector primário, sem ela, a gente anda à deriva”, finalizou.

Por: João Katombela, na Huíla

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