Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo FIB BANCO BAI STANDARD-BANK
Ter, 29 Set 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Adeus, Francisco — Papa da paz, do diálogo, da união e dos mais necessitados

Jornal Opaispor Jornal Opais
25 de Abril, 2025
Em Opinião

A despedida do Papa Francisco comove o mundo. Uma figura profundamente humana, o pontífice que se tornou símbolo universal de fraternidade e compaixão, travou uma batalha silenciosa e dolorosa contra uma doença prolongada que o acometeu desde os seus 21 anos de idade.

Essa condição debilitante, que afetava principalmente seu sistema respiratório, acompanhou-o por toda a vida e tornouse mais intensa nos seus últimos anos.

Apesar do sofrimento físico, o Papa nunca deixou que a sua dor ofuscasse a missão que abraçou com coragem: ser um construtor de pontes em um mundo cada vez mais dividido.

A última vez em que apareceu publicamente foi na tarde de Páscoa, naquela Roma ensolarada que parecia também saber que se tratava de uma despedida.

A fragilidade no olhar, o sorriso sereno e o gesto de bênção dirigidos aos fiéis, tanto os presentes na Praça de São Pedro quanto os milhões espalhados pelo mundo, eram sinais de um adeus silencioso, mas profundamente eloquente. Foi, em termos práticos, a despedida de um pai espiritual ao seu rebanho.

Francisco foi, acima de tudo, um Papa da paz. A segurança global, a estabilidade das nações e a dignidade humana estiveram constantemente no centro de suas preocupações.

Sempre que um conflito armado se desenhava, ou mesmo quando gangues causavam terror nas comunidades mais pobres e esquecidas do planeta, ele se manifestava com firmeza, clamando pelo fim da violência. Não importava o local: fosse na Europa, na América Latina, na África ou no Oriente Médio, a voz de Francisco ecoava como um apelo urgente à razão e à fraternidade.

Sua preocupação com o diálogo era visceral. Acreditava que o entendimento entre os povos começava com a escuta mútua — um diálogo sereno, não violento, centrado na escuta verdadeira. Ensinava que o diálogo não era fraqueza, mas sim uma das expressões mais nobres da humanidade.

Um dos momentos mais simbólicos e comoventes de seu pontificado foi o encontro com os líderes do Sudão do Sul, país mergulhado em uma guerra civil sangrenta. Durante aquela reunião histórica, o Papa se ajoelhou e beijou os sapatos dos líderes, num gesto de súplica e humildade que chocou o mundo.

Na tradição religiosa cristã, esse gesto representa o mais profundo ato de serviço e clamor — um pedido do coração para que o outro abandone o caminho da violência e escolha a reconciliação.

Esse momento ficará para sempre na memória da diplomacia internacional como um testemunho do poder moral da fé.

Com a proximidade do conclave, previsto para maio, o mundo olha agora para o futuro da Igreja e das relações internacionais com um misto de esperança e responsabilidade.

Que tipo de Papa surgirá deste novo processo? Esperase, e deseja-se com ardor, que seja alguém que compreenda a profundidade do legado deixado por Francisco — um Papa aberto ao diálogo, fiel à construção da paz, diplomático por vocação, e acima de tudo, carinhoso com os mais necessitados.

O mundo contemporâneo, marcado por desafios sociais, climáticos, geopolíticos e tecnológicos, clama por líderes com empatia, coragem e pragmatismo. Francisco foi tudo isso.

E é essencial que os cardeais reunidos em conclave entendam que, mais do que escolher um sucessor, devem nomear um continuador de pontes alguém que siga erguendo passagens sobre os abismos de ódio, desigualdade e indiferença.

Mais do que um chefe religioso, Francisco foi uma consciência global. Seu legado, portanto, não deve ser apenas preservado: precisa ser aplicado.

Que os líderes mundiais escutem, com humildade, as diretrizes que ele nos deixou — orientações que ultrapassam o campo religioso e entram no âmago das Relações Internacionais.

A paz duradoura, a dignidade dos povos, o combate à pobreza e a valorização do diálogo são legados a cumprir, não apenas em nome da memória de Francisco, mas em nome de um futuro digno para toda a humanidade.

Como estudante de Relações Internacionais, não posso deixar de ver em Francisco não apenas o Sumo Pontífice, mas o diplomata da paz que o século XXI precisava — e que agora, nos deixa a tarefa de continuar sua obra.

Por: SEBASTIÃO MATEUS

* Especialista em Relações Internacionais Presidente dos Estudantes Angolanos em Moscovo

Recomendado Para Si

É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

por Dani Costa
29 de Setembro, 2026

Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Governo Provincial de Luanda divulga fichas e locais das provas dos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Serviços de Veterinária apreendem quatro contentores de pele de galinha no Porto de Luanda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • SINPROF remete decisão aos filiados e promete resposta na Sexta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Recomendado Para Si

Opinião

É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

por Dani Costa
29 de Setembro, 2026

Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

Ler maisDetails
Opinião

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Ler maisDetails
Editorial

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

Ler maisDetails
Opinião

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

Ler maisDetails
Opinião

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Ler maisDetails
Opinião

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Ler maisDetails
Carregar Mais
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.