Nossa Seguros BFA Expo_Huambo BFA FIB EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Dom, 23 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Uma distinta forma de partilha – a escrita – outra forma comum de compreensão, a leitura (I)

Jornal Opais por Jornal Opais
5 de Fevereiro, 2025
Em Opinião

Entre aqueles que escrevem e aqueles que lêem subsiste uma necessidade, manifesta na reinvenção de formas específicas de aprisionarem (se) e libertarem (se)

Geralmente, aqueles que se exercitam no domínio da escrita têm ao menos ciência de que tal proeza não subsista só, alguns diriam que procede de um exercício comprometido com a leitura, outros pela necessidade de partilha com destaque para as modalidades da linguagem, todavia, das cogitações possíveis, pode-se dizer que o leitor e o escritor estão conectados e comprometidos, embora nesta quase inseparável união esteja também a manifestação unívoca, particular, em virtude do que cada tem vindo a fazer e, num outro prisma, justificar sua importância. Há uma linguagem que permeia o eu do escritor e move o leitor para um encontro oportuno, visando a descoberta do primeiro pelo segundo.

Esse facto não é impeditivo para aqueles que têm a leitura como fonte de afirmação num contexto histórico-social, enfim, na própria vida. Ademais, com base nas contribuições empíricas e fundamentadas na Psicologia do Desenvolvimento ou das Idades e Psicolinguística, percebe-se que o ciclo evolutivo, principalmente no que ao acto de ler e escrever diz respeito, primeiro as pessoas aprendem a balbuciar, a seguir vão adquirindo formas mais completas na pronúncia das palavras de base: pai e mãe, somente mais tarde das palavras mais complexas.

Já a escrita, condiciona, entre muitos, pela percepção e coordenação motora, surge como acto consequente. É claro que, se visto sob outro prisma, esse processo não é linear para todos, porém, em todos eles, estão presentes os factores internos e externos responsáveis pela apropriação e desenvolvimento da linguagem falada e escrita.

Ao compreender a leitura como encontro oportuno e acto embasado na relação da vontade entre aquele que escreve e aquele que lê mediados pelo conteúdo, o leitor, neste particular, trata-se de um sujeito que se move pelas causas inerentes ao acto de buscar. Todavia de nada vale a leitura de muitos livros, se não se consegue construir e adoptar um posicionamento, uma ideia a favor ou contra ao que se leu.

O escritor-autor ao tornar pública sua visão de mundo, delimitando- a numa temática, torna-se aberto, revela, mas também torna- se num enigma, pois é preciso não descurar de que as ideias contidas numa obra podem reluzir ou obscurecer uma perspectiva dela ou da própria vida. Daí que se faz míster dizer que escrever e ler é como que um aprisionar-se e libertar-se em dosagem mínima, média e elevada.

Quem escreve, sob a veia daquilo que norteia seu exercício, partilha visões múltiplas, convicções, grandezas, também fragilidades (…), todas na linhagem da possibilidade perceptiva das lentes e habilidades do leitor, dentro das ciências da alma, do espírito, da natureza e demais fenómenos observáveis e não observáveis simplesmente, pois que, em ciência, o que vale num tempo pode não valer no outro, e sobre isto já dissera Demo (2012) nela os fenómenos são moldáveis e falseáveis.

Na senda do exposto, há quem escreve um livro com finalidade de fazer algo, porém acaba chamando atenção para outra realidade, às vezes, numa que em nada tinha a ver com o estado e pretensões que tomaram conta do exercício investigativo, escrito e não só.

Os elementos que entrelaçam o escritor-autor ao leitor são compreendidos e identificados pela existência e valor proeminente no exercício de ambos, pelo simples facto do escritor afirmar-se, evidenciar-se por via dos outros, os leitores e juntos diferenciam-se. Dir-se-ia que essa distinção ocorre pela observância quer ao nível da prática quer da ideia, porque ao ser materializada pura e simplesmente, ou seja, com a elevação do primeiro, escritor- autor, estaria fadado a um tal fracasso e ao puro esquecimento, por não ser lido.

Facto que, apesar de nefasto, acompanha alguns que se exercitam neste domínio e que por algum motivo não foram lidos, outros, por não serem compreendidos num dado contexto.

Percebe-se que o escritor-autor e o leitor são seres cuja relação é, realmente, justificável e aprazível quando serve para elucidar os níveis de obscuridade que se encontram em cada linha da produção escrita e como forma validativa da afirmação em vários contextos do sujeito leitor.

Chega a ser detestável quando por via da escrita constroem-se juízos que, sob o olhar da separação obra e realidade, destrata-se o ser, sendo visto como péssimo, o que também depende da visão do leitor, sobre o que pode colher na obra.

A relação física entre o escritor e o leitor dá luz e torna concreto o abstracto, em certa medida, pois que é próprio do homem a contradição, embora reconheça-se que esta não deva incidir ou transpassar a essência da sua existência, pois que à luz de Rhoden (2013), o primeiro precede e é superior ao segundo.

 

Por: FERNANDO ADELINO 

Recomendado Para Si

Carta do leitor: Respeito, ética e dignidade humana no ambiente educativo

por Jornal OPaís
21 de Agosto, 2026

À redacção, aos jornalistas do jornal OPAÍS e aos caros leitores, Olhando para o assunto do momento nas redes sociais,...

Ler maisDetails

PONTUAL: Senhor professor

por Jorge Fernandes
21 de Agosto, 2026

A família, a escola e a igreja são três instituições que elevam e formam a vida de qualquer indivíduo na...

Ler maisDetails

Editorial : Turismo sustentável

por Jornal OPaís
21 de Agosto, 2026

Turismo é ir ao encontro da história da humanidade. É conhecer civilizações antigas. Movimenta a circulação de pessoas e bens....

Ler maisDetails

A importância de tratar a prova de vida e o cartão eleitoral em Angola: despertai à juventude angolana

por Jornal OPaís
20 de Agosto, 2026

“O pior homem de todos é aquele que não se interessa pela política. Ele não tem o direito de reclamar...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • Ministério do Interior disponibiliza consulta do estado das inscrições do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda conquista 11 prémios na Gala do Prémio Melhor Município de Angola

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Quem está a construir a aldeia?

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.