OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 14 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Integração económica e direitos humanos: um olhar aos desafios futuros da SADC

Jornal Opais por Jornal Opais
8 de Novembro, 2024
Em Opinião

O presente artigo dedica reflexão à integração económica e os direitos humanos, na perspectiva de um olhar aos desafios futuros da SADC. Nosso grande propósito é o de compreender os mecanismos de protecção dos direitos fundamentais desse bloco regional da África austral. Em um contexto cada vez mais globalizado, os estadistas deparam-se com novos desafios dentro da estrutura de blocos económicos.

Poderão também interessar-lhe...

Entre Belma e supostos predadores sexuais: momento de estupro mental, colectivo e glória de prazeres forçados

Integração regional: Angola como protagonista estratégico no desenvolvimento económico de África

A modernização com características chinesas aos meus olhos

Para não cairmos na vastidão, procuramos cingir esta abordagem dentro da SADC. Por via de ventos democráticos, percebe-se de que a formação de blocos económicos regionais não se reduz apenas à criação de um mercado comum para a livre circulação de pessoas, bens e serviços como interpretados noutrora.

Aos objectivos de integração económica acrescentou-se os de natureza política concernentes à efectivação dos direitos humanos que se têm tornado um aspecto crucial de legitimidade governamental, tanto no âmbito interno como externo.

Num olhar Ocidental, por exemplo, a União Europeia exigiu à Áustria e à Turquia avanços nas suas política em relação a matéria de direitos humanos como requisito de viabilização da sua candidatura como membro do bloco europeuEsta exigência não foi apenas com os Estados supra, mas tornou-se como que condição «sine qua non» e imposta a qualquer Estado que queira ver viabilizado a sua candidatura como membro da União Europeia.

O Tratado de Amsterdão de 1999 faz reforço a essa questão. O aludido tratado proclama que a União Europeia é fundada nos princípios da liberdade, democracia, do respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Acrescenta, ainda, que qualquer Estado-membro que violar os direitos humanos, de forma sistemática, poderá perder seus direitos em relação ao tratado. Ou seja, em rigor, a União Europeia estará autorizada a impor-lhe sanções políticas e económicas (BAZO, 2002).

Deste modo, os exemplos da Áustria e Turquia demonstram que a experiência de integração europeia tem sido capaz de revelar significativos avanços no que tange à protecção dos direitos humanos, que conferem lastro ético à integração económica (RAMOS, 2002).

No que se refere ao processo de integração económica na região austral de África, concretamente a SADC, vários episódios de atropelo de direitos humanos têm sido acenados a olhos nu dos seus membros.

Num passado muito recente, aquando da realização da 44.ª cimeira que decorreu no Zimbabwe, pais que assumiu recentemente a presidência, houve relatos de situações graves de atropelo aos direitos e às liberdades dos cidadãos, mas que passou despercebido ao longo das discussões, o que demonstra a falta de vontade.

Ou seja, parece-nos não ser uma situação prioritária para a organização. Nas suas declarações teóricas, figuram que a SADC, no âmbito político, tem um papel crucial, o de mediar os conflitos e da promoção da democracia e dos direitos humanos, mas, na prática, não é assim acontece.

Pensamos nós que, sendo um dos parceiros da União Europeia, a SADC precisa de beber mais desses, pois será difícil atingir o esperado desenvolvimento se não respeitarem os direitos da pessoa.

Pelo que se espera medidas concretas contra os Estados que pisoteiem os direitos humanos e, quiçá, se incluísse a questão do respeito aos direitos humanos como requisitos para adesão ou permanência na organização.

Destarte, num momento em que se enfrentam os desafios e dilemas introduzidos pela globalização económica, com reacções internacionais que denunciam a globalização excludente que agrava a miséria e compromete os direitos humanos, emergem, ao mesmo tempo, os delineamentos de uma vertente internacional que busca doar parâmetros éticos ao jogo económico.

E a SADC não pode ficar isenta deste jogo que se impõe pela ordem internacional. Portanto, a problemática da integração económica é um assunto tanto quanto abrangente e complexo por abarcar não apenas as questões económicas, mas também jurídicas e políticas, sendo necessária um exercício multidisciplinar para adequado entendimento.

Na actual conjuntura, a elevação da protecção dos direitos humanos à categoria de costume internacional e de princípios básicos do direito internacional vinculam a actividade dos estadistas.

Assim, a SADC enquanto organização regional, dotada de personalidade jurídica de direito internacional, deve obrigatoriamente, se comprometer com a protecção dos direitos humanos sob pena de não ser considerada uma organização internacional legítima aos olhos da comunidade internacional.

 

Por: KATEVE BAMBI

Jurista 

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Entre Belma e supostos predadores sexuais: momento de estupro mental, colectivo e glória de prazeres forçados

por Jornal OPaís
13 de Janeiro, 2026

Não me opus à interpretação sobre o acto bárbaro assistido nos últimos tempos em todo território Nacional, fruto da confluência...

Ler maisDetails

Integração regional: Angola como protagonista estratégico no desenvolvimento económico de África

por Jornal OPaís
13 de Janeiro, 2026

A experiência histórica do desenvolvimento económico evidencia, com consistência teórica e empírica, que os processos de transformação estrutural bem-sucedidos em...

Ler maisDetails

A modernização com características chinesas aos meus olhos

por Jornal OPaís
13 de Janeiro, 2026

Lembro-me, como se fosse ontem, das conversas de fim de tarde no pátio da casa da minha avó, em Viana....

Ler maisDetails

Comunicação institucional não é jornalismo!

por Jornal OPaís
13 de Janeiro, 2026
Foto de: PEDRO NICODEMOS

Há três semanas, numa conversa com um amigo, depois de ter viajado por algumas províncias do país, confessou-me estar bastante...

Ler maisDetails

Executivo articula acções para uniformizar os salários da função pública até final de 2027

14 de Janeiro, 2026

Polícia Nacional encerra mais de 90 casas de pesagem de sucata no Cuanza-Sul

13 de Janeiro, 2026

Paulo Rangel e Maria de Fátima Jardim debatem futuro e desafios estratégicos da CPLP

13 de Janeiro, 2026

Ministério do Interior preocupado com o falso anúncio de recrutamento nas redes sociais

13 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.