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60% das empresas angolanas fecham em menos de três anos

Jornal Opais por Jornal Opais
28 de Agosto, 2024
Em Economia, Manchete

Diversas empresas angolanas declaram falência em menos de três anos de operação, sendo que em média 60 por cento deixam de existir depois de constituídas, revelou ontem, em Luanda, o administrador executivo do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), Bráulio Augusto

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O responsável do INAPEM, que falava para os jornalistas num workshop sobre literacia financeira e componentes de mercados de capitais, admitiu ser uma percentagem que, em número, considera ser alarmante, por isso, adiantou que é um dos problemas que a sua instituição tem estado a desenvolver soluções, através de certos parceiros.

“São números ainda alarmantes, porque 60 por cento das empresas ao fim de três anos declaram falência ou suspensão das suas actividades, mas é um trabalho que temos estado a desenvolver com vários parceiros”, explicou.

Bráulio Augusto sublinhou que um dos objectivos do INAPEM é, essencialmente, capacitar as empresas com conhecimentos eficazes para permitir que elas tenham um desempenho melhor nas suas actividades.

Referiu que a questão da falência não passa somente por situações conjunturais ou estruturais, mas também por razões directas das próprias empresas, tendo destacado que, como instituição de apoio, a missão consiste em continuar a formar gestores para que consigam desenvolver os seus negócios, através da criação de um ambiente cada vez mais favorável.

“O nosso papel é criar um bom ambiente para termos soluções alternativas para que os empreendedores sejam financiados. A nossa preocupação, para além de criar um bom ambiente, é criar acções que promovam a manutenção das empresas”, esclareceu.

No workshop sobre literacia financeira e componentes de mercados de capitais, promovido pelo INAPEM, em parceria  com a sociedade correctora de valores mobiliários, Madz Global, participaram cerca de 50 jovens empreendedores agraciados pela formação.

O destaque vai para um empreendedor vindo do Cunene, Vasco Manuel, que revelou a este jornal ter percorrido uma longa distância para participar de um dos eventos do INAPEM e deixar a mensagem que a província do Cunene requer o apoio do Governo para promoção de empreendedores na província.

“Eu venho da província do Cunene, porque eu sou um jovem muito determinado. Vim à busca de conhecimento, porque sinto a fome de vencer na vida. Quando me deparei com o anúncio da actividade, entrei logo em contacto com a organização e fui atendido”, afirmou.

O empreendedor Vasco Manuel explicou que a sua vinda a Luanda foi motivada, igualmente, para chamar atenção de que o Cunene carece das mesmas oportunidades de negócio que a capital dispõe.

“Todos os dias nasce um empreendedor na província do Cunene, mas tem sido de forma informal, por isso é que precisamos merecer as mesmas oportunidades de formação que Luanda tem”, atirou.

Segundo constatou este jornal, o jovem foi ouvido, recebeu o apoio do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas, a partir mesmo do seu PCA, João Nkossi. Um outro participante, por sinal já empresário, disse que o certame surge para agregar valores aos investidores angolanos que pretendem desenvolver os seus negócios, porque as empresas precisam investir no capital humano.

Para António da Costa, o principal foco dos investidores não deve ser a busca do financiamento, deve ser o conhecimento, no sentido de mudar a mentalidade de empreender, defendendo que o financiamento sem o conhecimento acaba de constituir um impedimento para o crescimento de um negócio.

POR:Adelino Kamongua

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