OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 24 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Antropólogo Brito-Semedo afirma que as ilhas cabo-verdianas não são africanas

Jornal Opais por Jornal Opais
25 de Janeiro, 2024
Em Sem Categoria

“Nós nunca tivemos um destino africano”, disse à agência Lusa o investigador, que na próxima Sexta-feira apresenta, em Lisboa, o seu mais recente livro: “Cabo Verde: Ilhas Crioulas — Da CidadePorto ao Porto-Cidade (Séc. XVXIX)”, editado pela Rosa de Porcelana Editora.

Poderão também interessar-lhe...

Palancas Negras batem-se hoje com Mambas na preparação para o CAN

João Lourenço diz que desenvolvimento de Angola vai no caminho certo

Lançamento da 6ª edição do ANGOTIC acontece amanhã‎

Uma obra que dá conta do complexo processo que resultou na “cultura compósita” que é a caboverdiana, “a primeira nação crioula do mundo”. “Nós não somos ilhas africanas.

Por razões políticas, geográficas e outras, sim, mas a nossa cultura é uma cultura crioula”, disse. E acrescentou: “Desde sempre, Cabo Verde esteve de costas viradas para o continente.

As ilhas estão dispostas no formato de meialua, de costas viradas para o continente. Culturalmente sempre foi assim.

Nós não nos conhecemos e há uma relação de desconfiança deles em relação a nós por causa disso”, adiantou.

Brito-Semedo recordou que, nos anos 50 do século XX, tendo em conta os movimentos anticolonial e pró-independência, os intelectuais consideraram que “era preciso negar Portugal e voltar para África”.

O antropólogo cabo-verdiano é peremptório ao afirmar que “não é verdade” que Cabo Verde seja uma sociedade africana: “Somos é uma sociedade crioula por razões estratégicas e económicas, políticas e geográficas.

Estamos ligados à África, mas temos a noção que importamos de África uma coisinha de nada e a nossa viragem é toda para a Europa”. “Temos de ser pragmáticos, sim.

Não é tentar forçar, livremente, a escolhermos o nosso destino africano”, observou. O investigador enumerou vários contributos para a cabo-verdianidade, como o processo do povoamento das ilhas (século XV), as secas e as fomes, determinantes para uma emigração, primeiro para os Estados Unidos, também a emigração forçada para São Tomé, para trabalhar nas roças” do cacau.

Após a independência, em 1975, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) — que governava em regime de partido único em Cabo Verde e na Guiné-Bissau — declara que foi livremente escolhido o destino africano de Cabo Verde. “É falso”, denunciou.

A partir dos anos 80 (do século XX) há “uma viragem mais para Cabo Verde e é aí que começa a cabo-verdianidade, quando há rotura dentro do PAIGC e se confirma que era uma utopia haver a unidade de Cabo Verde e Guiné-Bissau”.

Para Manuel Brito-Semedo, Cabo Verde não precisa de se cingir a um só aspecto da sua identidade, pois seria mutilar a cultura caboverdiana.

E deu o exemplo da forma como a Cidade Velha, na ilha de Santiago, é apresentada a quem a visita, com enfoque no aspeto africanista e na escravatura.

“Está lá, sim, mas a cidade não é importante por causa disso, é reconhecida como Património da Humanidade [da UNESCO] por ter sido uma cidade europeia. Foi a primeira cidade europeia dos trópicos”, declarou.

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Palancas Negras batem-se hoje com Mambas na preparação para o CAN

por Jornal OPaís
17 de Dezembro, 2025

Os Palancas Negras medem forças, nesta tarde, com Moçambique, em Portugal, a partir das 16:00, no quadro da preparação para...

Ler maisDetails

João Lourenço diz que desenvolvimento de Angola vai no caminho certo

por Jornal Opais
13 de Dezembro, 2025

O presidente do MPLA, João Lourenço, declarou, hoje, em Luanda, que o Executivo está a construir um país cujo desenvolvimento...

Ler maisDetails

Lançamento da 6ª edição do ANGOTIC acontece amanhã‎

por Jornal Opais
7 de Dezembro, 2025

‎O hotel de convenções de Talatona, em Luanda, vai acolher, esta segunda-feira, 8, a cerimónia de lançamento oficial da edição...

Ler maisDetails

Exposição colectiva “Esenje Li Tchosi” reforça a ancestralidade feminina

por Jornal OPaís
25 de Novembro, 2025

O movimento Ondjango Feminista realizou recentemente a 4.ª edição da exposição colectiva de artes, intitulada esenje Li Tchosi, com obras...

Ler maisDetails

Psicólogo Nvunda Tonet vai hoje a enterrar no Santa Ana

24 de Janeiro, 2026

‎Mais de 20 mil quilates de diamantes lapidados em Angola exportados em 2025

24 de Janeiro, 2026
DR

Défice agrava-se e dívida volta a subir na Zona Euro

23 de Janeiro, 2026

MINEA e Banco Mundial avaliam andamento do projecto de água do Bita

23 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.