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Putin: A paz chegará quando a Rússia atingir os objectivos da sua operação militar especial

Jornal Opais por Jornal Opais
15 de Dezembro, 2023
Em Mundo

O Presidente russo Vladimir Putin protagonizou a conferência de imprensa anual, onde tradicionalmente faz um balanço da situação da Rússia na arena internacional. Este ano, em formato misto com a Linha Directa, na qual responde às perguntas dos cidadãos

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Não é possível a Rússia existir sem soberania, o principal objectivo é reforçá-la, disse na Quinta-feira (14) o presidente russo Vladimir Putin. “Eu já disse isso muitas vezes, mas não é pecado me repetir.

Para um país como a Rússia, a existência, simplesmente a existência do nosso país sem soberania é impossível. Ele simplesmente não existirá [nesse caso], pelo menos na forma em que existe hoje e na qual existe há mil anos”, disse Putin, resumindo os resultados do ano na conferência de imprensa anual, que decorre em formato misto com a Linha Directa.

“O principal é fortalecer a soberania, mas esse é um conceito muito amplo. Fortalecer, por assim dizer, a soberania externa significa fortalecer a capacidade de defesa do país, a segurança ao longo das fronteiras.

Trata-se do reforço da soberania nacional, que significa a garantia incondicional dos direitos e liberdades dos cidadãos do país, o desenvolvimento de nosso sistema político, o parlamentarismo.

E, por fim, é garantir a segurança e a soberania na área económica, a soberania tecnológica”, acrescentou o presidente. Desmilitarização e desnazificação da Ucrânia Como a Ucrânia não quer concordar com a sua desmilitarização, a Rússia é forçada a usar outras medidas, incluindo militares, afirmou Vladimir Putin.

Ele adicionou que a Ucrânia já não produz quase nada, embora esteja a tentar preservar o que resta da indústria. “Eles recebem tudo, perdoem a palavra, de borla, mas essa borla pode acabar em algum momento.

E, ao que tudo indica, está a acabar pouco a pouco.” O alto responsável russo indicou que o Ocidente entregou tudo o que havia prometido entregar à Ucrânia e ainda mais, mas que a Rússia destrói esse equipamento militar durante as operações militares.

Quanto à questão da desnazificação, ela continua a ser actual, declarou o presidente da Rússia. “O chefe do governo actual de Kiev, na frente do mundo inteiro, aplaude de pé um ex-soldado do [grupo paramilitar nazista] SS que esteve directamente envolvido no Holocausto, no extermínio de um milhão e meio de judeus na Ucrânia, russos e polacos, aplaude de pé. Isso não é uma manifestação de nazismo? Por isso, a questão da desnazificação é urgente”, apontou Putin.

Operação militar especial da Rússia

Haverá paz quando os objectivos da Rússia forem atingidos, respondeu o presidente russo à pergunta sobre quando haverá paz, e lembrou que os objectivos da operação militar especial não mudaram.

“Vou lembrar do que falamos na época: a desnazificação da Ucrânia, sua desmilitarização, seu status de neutralidade”, disse Putin. Os russos e ucranianos são fundamentalmente um só povo, e o que está a acontecer agora nas relações com a Ucrânia parece uma guerra civil, afirmou o presidente russo.

A questão da entrega de drones às Forças Armadas da Rússia está a melhorar, a produção interna está a crescer, destacou Vladimir Putin. “Afinal de contas, temos uma linha de front de quase 2 mil quilómetros.

É claro que talvez nem tudo seja entregue no prazo, mas a nossa própria produção está a crescer e muito está a ser comprado, inclusive de forma privada, no exterior.

O Estado, o Ministério da Defesa e a indústria estão, é claro, a trabalhar activamente”, disse ele, respondendo a uma pergunta do correspondente de guerra Dmitry Kulko.

O presidente rejeitou as comparações entre as operações na Ucrânia e na Faixa de Gaza. “O que está a acontecer [em Gaza] é, obviamente, uma catástrofe.

Falamos há pouco da situação relacionada à crise ucraniana, mas você, todos os presentes aqui e o mundo inteiro podem ver. Olhe para a operação militar especial e para o que está a acontecer em Gaza e sinta a diferença.

Não há nada parecido com isso na Ucrânia”, detalhou. “Você mencionou a morte de milhares de mulheres e crianças. O secretário-geral da ONU [António Guterres] chamou a Faixa de Gaza de hoje do maior cemitério de crianças do mundo.

Essa avaliação diz muito. Essa é uma avaliação objectiva, que dizer mais?” Envolvimento ocidental Ele culpou os EUA por ter levado a cabo e se aproveitado do golpe de Estado de 2014, em Kiev, em colaboração com a Polónia, a Alemanha e a França, e que os últimos fizeram de conta que não sabiam nada.

Ocidente deu tudo prometido à Ucrânia, ainda mais, mas as forças russas já destruíram 747 tanques e 2,3 mil veículos blindados desde o início da “ofensiva” de Kiev, observou o líder russo.

O presidente indicou ainda que a economia russa tem capacidades suficientes para o país continuar a avançar com os seus objectivos. “Essa margem de segurança, sobre a qual também já falamos muitas vezes, mas vou repetir, é garantida por vários componentes.

O primeiro, e este é o mais importante, é a alta consolidação da sociedade russa”, disse Putin. “A segunda é a estabilidade do sistema financeiro e económico do país.

Como se viu, foi uma surpresa para os nossos chamados parceiros e, para ser honesto, para muitos de nós também, que nas décadas anteriores a Rússia tivesse acumulado essa reserva de força e estabilidade nas finanças e na economia”, detalhou o líder russo.

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