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Zita Sandão relembra infância ‘assustadora’ com a exposição Memórias Guardadas

Jornal Opais por Jornal Opais
16 de Outubro, 2023
Em Cultura, Em Cartaz

Aos 80 anos, Zita Sandão reviveu as suas lembranças associadas a um determinado período de sua infância, com a exposição “Memórias Guardadas”, inspiradas nas danças e indumentárias dos “Tchingages”, que se encontra patente no Instituto Guimarães Rosa, em Luanda

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Amostra, que inclui um total de 15 obras sobre as danças e indumentárias dos “Tchinganges”, espelha palhaços mascarados, pertencentes à cultura angolana, cujo ritual celebra a elevação do homem jovem para a passagem adulta, nesta exposição que é o seu quarto trabalho individual.

Foram inicialmente criadas em um período de enfermidades na vida da artista, que serviram também para promover a cultura nacional, uma forma de enaltecer os hábitos e tradições do povo angolano para preservar este ritual histórico.

De acordo a artista, em conversa com OPAÍS, diferente de outras exposições que foram inspiradas na arte floral, “Memórias Guardadas” foi infundida nesta figura ritualística que serviu para pôr fim às vivências “assustadoras” que ela experienciou enquanto pequena.

“Esta amostra representa algumas das fases menos boas da vida, as mesmas marcam o encerramento de um “pânico” que vivi durante um período da minha infância.

Uma exposição inspirada nos “Tchinganges”, na qual represento todos os medos da minha vida. Uma vez que na vida ultrapassamos vários medos e vários obstáculos, e só é possível vencermos se tivermos força e determinação”, acrescentou.

Por outro lado, apesar de se ter inspirado nos batuques e dança destas figuras nacionais, o que anteriormente para si eram assustadoras, Zita Sandão desconsidera o “medo” como o aspecto principal para a criação das obras.

Um escape, uma saída que sua memória procurou para se libertar de uma recordação que, segundo a artista, tinha de se apagar de uma forma tranquila.

“Pus-me a desenhar bonecos horríveis com olhos grandes e dentes fora, e me perguntei o porquê, então fui buscar ao fundo do meu baú o medo que eu tive e que se arrastou da minha infância à minha juventude.

Na altura, os meus pais não se aperceberam que eu estava traumatizada e consideraram até que eu era uma criança muito mimada e outras situações idênticas, disse.

Entretanto, apesar do medo vivido na época, acredita que o ritual destes “palhaços”, embora seja uma prática antiga em algumas zonas do país, a valorização do mesmo deve continuar para que a arte moderna possa evoluir. Isto é, tanto nos modos de agir, como na forma de como a modernidade é classificada.

Apreciação das obras

Presente no acto inaugural, presidente da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), Rosário Matias, referiu que, embora a apresentação fosse baseada na figura de um palhaço ou indivíduo que se máscara, o que mais lhe chamou a atenção foram os materiais recolhidos da natureza, como a cabeça, as carapaças de múcua que Zita utilizou para dar vida aos seus personagens criativos.

Segundo o artista, estes que transformaram as telas que artista apresentou um conjunto de técnicas que evidenciou como forma de desencadear as vivências em forma de arte.

“É uma grande exposição, na qual a artista nos conta uma história daquilo que foi uma vivência para ela que guardou como memórias que antes lhe representavam más memórias.

Mas que, com andar dos anos, conseguiu transformar aquilo que era medonho para isto que hoje vemos com belo estético e interessante”, referiu.

Nesta mesma senda, Eulália Alexandre, apreciadora de artes plásticas, que presenciou pela primeira vez uma exposição deste teor, contou estar agradada com as obras expostas, uma vez que considera o “Chingange” como uma figura tradicional, com as suas máscaras e vestimentas de corda.

“Ao contrário de Zita, eu cresci vendo esse indivíduo que tem um papel diferenciado no meio que reside, tanto para impor respeito, chamar atenção às regras, como missão para que as pessoas fizessem o correcto, uma forma que os mais velhos utilizavam para reprimir as crianças traquinas naquela época”, reforçou.

O que considerou ser uma iniciativa fundamental para continuar a manter e promover a cultura angolana, na perspectiva de fazer com que este símbolo nacional de cultura não se extinga.

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