Nossa Seguros BFA BFA BFA FIB EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Sáb, 15 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Francisco Domingos: Falta de recursos humanos e materiais ‘trava’ transplante de medula óssea

Maria Custodia por Maria Custodia
4 de Agosto, 2023
Em Entrevista, Manchete

Inaugurado em Março de 2022, o Instituto Hematológico “Victória do Espírito Santo” foi construído com o principal propósito de realizar transplantes de medula óssea, a fim de reduzir o esforço financeiro do Estado e físico de pacientes com a transferência para o exterior do país. Um ano após entrar em funcionamento, a unidade encontra-se sem capacidades humanas e materiais para o arranque do processo, como explica o seu director-geral, Francisco Domingos, nesta entrevista exclusiva ao jornal OPAÍS, onde discorre sobre vários aspectos ligados à instituição. O responsável avança que todas as condições estão a ser criadas para que este tipo de operação comece a ser feita no próximo ano

O Instituto Hematológico e o Hospital Pediátrico visam o tratamento de crianças. O que tem de diferente entre um outro?

A primeira diferença é que o Hospital Pediátrico David Bernardino trata de todas as patologias e o Victória do Espírito Santo trata da patologia do fórum oncohematológico. São diferentes, apesar de tratarem de crianças. As duas são entidades públicas do terceiro nível. Contudo, esta unidade é de supra terceiro nível, porque trata, especificamente, de uma de- terminada patologia e principal- mente de casos de alta complexidade. O Instituto Hematológico é uma instituição de referência nacional e está integrado no Serviço Nacional de Saúde.

A sua finalidade principal é a prestação especializada, diferenciada e qualificada de assistência às doenças do fórum hematooncológico e hematológico, efectuada por uma equipa multidisciplinar. Baseia-se também na formação contínua e na investigação científica. Em cooperação com a Direcção Nacional de Saúde Pública, traça a Política Nacional de Atendimento aos doentes deste fórum. Esta é a principal vertente da unidade. As suas atribuições específicas são atender as doenças do fórum hematológico de forma personalizada, porque são pacientes que, na sua maioria, têm uma doença crónica e precisam de uma atenção personaliza- da e humanizada.

Estas especificidades do instituto justificam o investimento feito?

Aparecem, às vezes, críticas de que se fez uma unidade hospitalar de luxo. Mas, esta unidade foi feita com este propósito: atender este tipo de doentes. Imagina alguém que já sofra de uma doença crónica e vá para uma unidade onde não tem o conforto adequado. O objectivo máximo desta instituição é a realização do transplante da medula óssea. O tratamento e abordagem destes pacientes sempre vai se basear na formação e na investigação científica com os meios locais, mas também recorrendo ao exterior do país, para termos um subsídio: ou de especialistas que venham cá para transmitir os seus conhecimentos, ou dos nossos profissionais que se desloquem em instituições que já efectuam o transplante de medula óssea para terem formação específica nesta área.

A realização de transplante da medula óssea é dos principais objectivos dessa unidade. Mas, um ano depois da inauguração, ainda não temos este tipo de procedimento. Quais são as causas?

O transplante da medula óssea é um dos principais objectivos dessa unidade hospitalar, sim, mas por se tratar de um processo pioneiro, complexo e sensível, porque esta- mos a lidar com vidas humanas, é importante que se tenha as condições técnicas, materiais, humanas e de infra-estruturas, para que se faça todo o procedimento com a maior segurança necessária. Todas as condições estão a ser preparadas para a realização do transplante de medula óssea no próximo ano, 2024. Tem de haver muita formação intensiva para toda a equipa multidisciplinar. Os profissionais estão a ser devidamente capacitados e treinados para dar resposta a este grande desafio. Progressivamente, organizar equipamentos e meios para suportar este procedimento, visto que será necessário um laboratório equipado. Estamos no bom caminho. Precisa-se também de formação dos profissionais que vão manusear este equimento. Por ser um processo complexo perspectivamos, no próximo ano, fazer com segurança, e com a garantia, principalmente, de que o paciente que o faça saia com vantagens, conforto e sem riscos absolutos.

Para o arranque no próximo ano, há um período previsto?

Aponto apenas o próximo ano sem dar uma data precisa, porque o processo também depende do paciente elegível para fazer o transplante. Às vezes, podemos ter um paciente elegível na altura ou não. Não adianta eu dizer que será em Janeiro ou em Março, e depois não termos o paciente elegível.

O instituto tem registo de pacientes com esta necessidade?

Estes pacientes existem. Se temos necessidade de trabalhar neste processo, é porque existe demanda a nível dos pacientes. Já houve, nos anos passados, maior necessidade de realizar uma junta médica para determinados pacientes. O grande objectivo destes hospitais é de diminuir de forma progressiva a necessidade de evacuação para o exterior do país e termos a nível local capacidade para dar resposta aos pacientes com esta patologia. Mas é um processo que carece sempre de formação e capacitação dos quadros locais.

Falou em criação de condições humanas. Quer dizer que não te- mos quadros capacitados para o início deste tipo de transplante?

Uma equipa multidisciplinar composta por profissionais de diferentes áreas vai receber uma for- mação específica com uma equipa cubana, que se encontra no país, para o arranque deste processo. Serão 11 internos, seis médicos, a equipa de enfermagem, que foi reforçada com mais doze técnicos de laboratório, psicólogos, biólogos e dois farmacêuticos. Carecemos de fisioterapeutas e também de assistentes sociais para se completar a equipa multidisciplinar. Estamos a contar com o apoio de alguns países como a Itália, Portugal, Espanha, Brasil e Cuba, onde os profissionais vão fazer formação nesta área.

Em termos monetários, quanto está a ser investido na formação de quadro?

A formação é sempre cara. São as deslocações e o alojamento fora. Agora, por exemplo, com a desvalorização da moeda vai-se tornar mais difícil. Pelo capital humano temos de fazer o máximo de esforço necessário, porque a principal riqueza de um país é o seu povo, e for formado melhor ainda.

Podemos falar em números concretos?

Varia um bocadinho. Valores específicos não posso adiantar as- sim. Tinha de ir à base de dados para ter isto.

Falou ainda de recursos materiais. O que falta especificamente?

Já não é muito. Nós estamos, mais ou menos, quase a 80 ou 90 por cento do necessário já encomendado. Agora, com as dificuldades, às vezes, de produção lá fora, é de vir e tudo mais […]. Mas, temos tudo encomendado.

POR: Maria Custódia e Jaime Tabo

Recomendado Para Si

Época chuvosa começa oficialmente hoje em todo o país

por Onesimo Lufuankenda
15 de Agosto, 2026

A época chuvosa 2026/2027 em Angola começa oficialmente hoje, 15 de Agosto, e deverá prolongar-se até 15 de Maio de...

Ler maisDetails

Cabinda concentra 200 dos 289 casos de Mpox registados em Angola

por Jornal Opais
15 de Agosto, 2026

A província de Cabinda concentra 200 dos 289 casos confirmados de Mpox registados em Angola, segundo dados apresentados sexta-feira, 14...

Ler maisDetails

Cabinda regista 198 casos confirmados de Mpox

por Jornal Opais
14 de Agosto, 2026

A província de Cabinda registou o primeiro caso de Mpox em 30 de Abril de 2026, segundo dados do Ministério...

Ler maisDetails

Malanje lidera lista de empresas proibidas de contratar com Estado

por Jornal Opais
14 de Agosto, 2026

A província de Malanje concentra 113 das 202 empresas impedidas de celebrar contratos com o Estado e representa mais da...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • Capotamento em Cabo Ledo faz seis feridos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Sete dos 30 feridos do acidente no Cabo Ledo inspiram maiores cuidados

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Detidos mais de 2 mil cidadãos implicados em diversos crimes na Huíla

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.